Transportes

Taxistas ameaçam com novos protestos contra a UBER e Cabify

Taxistas ameaçam com novos protestos contra a UBER e Cabify

Federação Portuguesa do Táxi acusa polícias de não multarem motoristas da UBER e Cabify e alerta para "sentimento de revolta".

A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) ameaça avançar com novos protestos caso as polícias não multem motoristas de empresas de transporte de passageiros como a UBER ou a Cabify.

Os taxistas escreveram uma carta à Ministra da Administração Interna (MAI) em que se queixam de que a GNR e a PSP "se têm remetido à inação, recusando fiscalizar e fazer cumprir os termos da nova lei, alegando falta de diretrizes superiores". E avisam Constança Urbano de Sousa de que, caso a situação se mantenha, o "sentimento de revolta [dos taxistas] sobre a atuação das polícias" poderá generalizar-se.

Em novembro, o Parlamento aprovou legislação - entretanto já promulgada pelo Presidente da República - que prevê que as viaturas que transportam passageiros sem alvará ou licença sejam identificadas, sendo levantado um auto pela polícia, que tem de confiscar os documentos a menos que as empresas paguem um depósito que pode variar entre os quatro mil e os 15 mil euros. O processo segue depois para tribunal - onde será resolvido.

Porém, a FPT garante que a GNR e a PSP não estão a fazer cumprir a lei. "As polícias alegam desconhecimento e dizem não saber o que fazer com os documentos e como proceder", adianta o presidente da Federação. Carlos Ramos acrescenta que até já foram apresentadas queixas à Direção Nacional da PSP "contra agentes que se recusaram a identificar viaturas de transporte ilegal de passageiros".

Carlos Ramos adianta que a FPT tem uma reunião de órgãos sociais esta sexta-feira, dia 6 de janeiro, de onde sairá a data para a realização de uma reunião nacional. "Caso o problema se mantenha, discutiremos formas de protesto, dentro da legalidade", avisa o presidente.

A Federação pretende que a Ministra da Administração Interna "inste as polícias a cumprirem a lei". Na carta, os taxistas queixam-se ainda de ter pedido uma reunião a Constança Urbano de Sousa há já dois meses para debater o assunto. No entanto, e "apesar de inúmeras insistências", não terá havido qualquer resposta da parte do gabinete da ministra.