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Tempos de consulta: Sindicato apoia Ordem dos Médicos

Tempos de consulta: Sindicato apoia Ordem dos Médicos

A Federação Nacional dos Médicos não só apoia a decisão da Ordem dos Médicos de estender os períodos mínimos das consultas como exorta os profissionais a "recusar qualquer imposição por parte das chefias", segundo comunicado divulgado esta quinta-feira.

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM), enquanto sindicato médico, considera que esses tempos mínimos sugeridos pela OM "são fundamentais para salvaguardar o ato médico, defendendo assim a prestação dos melhores cuidados de saúde aos doentes e os direitos dos médicos que os assistem".

O organismo vai, inclusive, mais longe. "A FNAM informa ainda que cabe aos médicos, individualmente, recusar qualquer imposição por parte das suas chefias que ponham em causa os direitos dos doentes e dos próprios médicos". Refere que "cabe às administrações das entidades de saúde a responsabilização pelas suas deficiências, nomeadamente a precariedade dos cuidados que prestam".

Na proposta da Ordem, divulgada a 11 de fevereiro, que esteve em consulta pública durante 30 dias, há casos em que o tempo padrão para uma consulta mais do que duplica, face ao que hoje acontece. Para uma consulta de medicina geral, por exemplo, recomenda-se mais de 30 minutos. Em regra, as consultas são marcadas a cada 15 minutos.

A OM defende, entre outras, que uma consulta de Anestesiologia dure 30 minutos e, uma de Oncologia Médica, 60 minutos.

O documento, que resulta dos pareceres dos colégios de especialidade, será publicado em "Diário da República" como regulamento da Ordem. Miguel Guimarães garantiu, ao JN, na altura da sua divulgação, que "os tempos padrão são para cumprir" porque está em causa a segurança clínica.