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Três anos de imagens-choque não demovem consumidores de tabaco

Três anos de imagens-choque não demovem consumidores de tabaco

Há mais maços de cigarros disponíveis para venda hoje do que havia em maio de 2018. No acumulado do ano, o mercado apresenta uma ligeira quebra desde 2017, que tem vindo a esbater-se.

As imagens-choque dos maços de tabaco - que passaram a ser obrigatórias faz hoje três anos - não surtem efeito junto da maioria dos consumidores e a própria Direção-Geral de Saúde admite não ter estudos que confirmem o impacto desta medida. Há quem escolha os maços em função das fotografias menos chocantes, mas, apesar de ligeiras flutuações, as vendas não apontam para uma forte quebra. Este ano, há sinais que indicam mesmo uma subida. Até abril, os dados da Autoridade Tributária mostram que a indústria colocou no mercado 3,1 mil milhões de cigarros contra 2,3 mil milhões em 2018 (aumento de 31%) e 2,8 mil milhões registados em 2016, quando a medida entrou em vigor.

Olhando para os dados anuais, o cenário de quebra verificado entre 2016 e 2017 perdeu força no ano passado. Segundo o Fisco, a disponibilização de cigarros caiu 3,7% de 2016 para 2017 - de 10,4 mil milhões para 10 mil milhões. Mas em 2018 a diferença reduziu apenas 1,9%, para 9,8 mil milhões.