Coimbra

Universidade quer liderar relações entre PALOP e China

Universidade quer liderar relações entre PALOP e China

Um elo de ligação entre a China e a lusofonia. É o que pretende ser a Universidade de Coimbra, tendo criado, para esse efeito, a Academia Sino-Lusófona, que vai ser lançada oficialmente esta terça-feira pelo antigo presidente da República de Moçambique, Joaquim Chissano, e promete lançar pós-graduações e projetos de investigação.

"É uma aposta estratégica, uma leitura que a universidade faz da conjuntura, aproveitando o reforço das relações tão intensas com a China e ligando a China a todos os países da lusofonia", descreve João Nuno Calvão da Silva, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

A criação da Academia Sino-Lusófona é considerada, assim, "um marco importante no desenvolvimento da relação da Universidade de Coimbra com a República Popular da China, que já está num nível sem igual no passado, acompanhando o momento excelente das relações entre a República Popular da China e Portugal, e da República Popular da China com os países de língua oficial portuguesa".

"Estamos a tentar desbravar este caminho com as mais importantes instituições chinesas e de países lusófonos", refere João Nuno Calvão da Silva, destacando a Universidade de Ciência Política e Direito da China, a Academia Chinesa de Ciências Sociais, a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim e o Conselho Nacional do Ministério Público do Brasil, com quem a Academia Sino-Lusófona já estabeleceu parcerias, apesar de só ter sido criada em setembro do ano passado.

Amanhã, vai ser o lançamento oficial da Academia, que já se encontra a trabalhar numa "segunda fase", que pressupõe o desenvolvimento de iniciativas concretas, como a oferta de pós-graduações e "projetos mais ambiciosos de investigação em áreas de interesse comum". A conferência inaugural será proferida pelo antigo presidente da República de Moçambique, Joaquim Chissano.

"É professor honoris causa da Universidade de Coimbra e a personalidade perfeita para simbolizar o elo de ligação com o mundo da lusofonia", sublinha João Nuno Calvão da Silva.

Amanhã também reúne, pela primeira vez, o Conselho Consultivo da Academia Sino-Lusófona, com dez personalidades.

Entre outros, Peter Lam, presidente do Conselho da Universidade de Macau, José Augusto Duarte, embaixador de Portugal em Pequim, Paulino Lima, presidente da Fortes, Huang Jin, reitor da Universidade da Ciência Política e Orlando da Mata, presidente da Associação de Universidades de Língua Portuguesa.