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ISCTE pede reforço nas verbas para a investigação nas Universidades

ISCTE pede reforço nas verbas para a investigação nas Universidades

O ISCTE vai realizar, no próximo mês, o Encontro Nacional "Universidades: Chave para o Futuro", para melhorar a produção da ciência nas universidades públicas portuguesas. O encontro pretende debater os desafios para o futuro da ciência no Ensino Superior, uma vez que, 40% da produção científica nacional é feita nas universidades.

O ISCTE assinala a fundação do ensino superior contemporâneo em Portugal com um encontro nacional sobre os desafios do futuro. Um dos mais decisivos será "aumentar e melhorar a ciência nas universidades", diz Maria de Lurdes Rodrigues, reitora do ISCTE.

O encontro, a realizar-se em dezembro, é organizado pelo ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, em parceria com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), a Comissão dos 50 anos do 25 de abril e a RTP, com o patrocínio da Presidência da República. Será aberto pelo ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e pelo presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva. A intervenção final será da ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Elvira Fortunato.

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Apesar de as tutelas do Ensino Superior e da Ciência se encontrarem reunidas no mesmo ministério desde 2002, faltam em Portugal políticas que promovam a articulação entre a ciência e o ensino superior, entende a reitora, que acrescenta que "há todo um debate a fazer para que se possam definir novas políticas públicas de ensino superior e ciência".

Articulações entre as carreiras de docentes e investigadores

Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação, acredita na criação de "medidas de articulação entre a carreira de investigação e a carreira docente". "Devem ser dadas melhores condições aos docentes para desenvolverem os seus projetos de investigação, quer em termos económicos, quer através de mais sabáticas", indica. Quanto aos investigadores, "deve-lhes ser facilitado, ao longo da carreira, dar aulas, o que enriquecerá a componente letiva dos cursos".

"O que existe neste momento são dois estatutos de carreira, um de docente e outro de investigação e não está estabelecida a passagem de uma carreira a outra. Não está previsto, por exemplo, que um investigador possa interromper a carreira para ir para a docência e regressar à investigação e vice-versa. Esta ligação era muito importante que fosse pensada e estabelecida", adianta a reitora do ISCTE, sublinhando que "as carreiras são longas e as pessoas têm muitas vicissitudes na vida e deveriam poder fazer esta passagem".

E exemplifica: "Quando as mulheres têm filhos, essa transição pode ser importante. Investigadores e docentes precisam de poder ter estratégias em função da sua vida. Para o ensino, é muito importante que os investigadores deem aulas."

Maria de Lurdes Rodrigues defende ainda outras mudanças nas carreiras, como licenças sabáticas mais longas, o que "não está previsto nos estatutos".

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