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Jerónimo de Sousa diz que professores "não vão aceitar" actual modelo de avaliação

Jerónimo de Sousa diz que professores "não vão aceitar" actual modelo de avaliação

O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, admitiu a sua "surpresa" com a decisão do Tribunal Constitucional de declarar a inconstitucionalidade da revogação da avaliação do desempenho docente, dizendo que foi "mais formal do que politica".

"É uma decisão mais formal do que politica. Mas foi uma decisão inesperada, tendo em conta o próprio resultado da votação na Assembleia de República", afirmou Jerónimo de Sousa.

A revogação do modelo de avaliação tinha sido aprovada há cerca de um mês pela oposição, no Parlamento, e a fiscalização preventiva do documento pedida pelo Presidente da República.

"Queríamos um modelo de avaliação diferente. Tratava-se de revogar aquele que existe, respeitando a escola pública, o professor e o aluno. Mas estou em crer que os professore vão responder [à decisão] não aceitando um modelo de avaliação que não se justifica e não tem pés para andar", afirmou ainda o líder comunista.

Jerónimo de Sousa disse acreditar que "haverá, um dia, com o apoio dos professores, um bom modelo de avaliação".

O dirigente do PCP falava à margem da visita à Festa do Alvarinho e do Fumeiro de Melgaço, numa acção de pré-campanha eleitoral que o levou a parar na maioria dos 57 expositores do certame.

Sempre acompanhado de Ilda Figueiredo, cabeça de lista da CDU pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, Jerónimo de Sousa fez questão de apelar à defesa da produção nacional, salientando a importância do sector agrícola.

Isto depois de ouvir várias preocupações dos produtores locais com o futuro da economia portuguesa, às quais retorqui:

"Não há de ser sempre assim, um dia ficaremos melhor".