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Jerónimo defende "resposta mais avançada" nos salários da função pública

Jerónimo defende "resposta mais avançada" nos salários da função pública

O secretário-geral do PCP defendeu esta terça-feira que o Governo deve dar uma "resposta mais avançada" nos aumentos salariais na função pública, considerando que a proposta de sete euros não resultou de uma "verdadeira negociação" com os sindicatos.

"Infelizmente, o Governo não encetou verdadeiras negociações. Agarrou numa proposta, apresentou e ponto final, parágrafo. Isto não é a negociação da contratação coletiva, e estamos a falar de centenas de milhares de trabalhadores que não são aumentados nos seus salários há mais de dez anos", considerou Jerónimo de Sousa, em declarações aos jornalistas.

O líder comunista falava à margem de uma visita aos Serviços Operacionais da Câmara Municipal do Seixal, no distrito de Setúbal, referindo-se à proposta que o Governo fez aos sindicatos da função pública, na segunda-feira, de um aumento salarial de sete euros para os dois níveis remuneratórios inferiores a 700 euros mensais.

Segundo o Governo, não há margem no Orçamento do Estado para aumentos salariais acima de 0,3%, mas, na visão de Jerónimo de Sousa, neste documento não há "qualquer norma proibitiva que impeça a valorização dos trabalhadores da administração pública".

"O Governo não pode usar a arma do Orçamento do Estado, porque em termos de verbas alocadas e verbas possíveis de alocar, há possibilidade de uma outra resposta, uma resposta mais avançada por parte do Governo. Portanto, o orçamento não é o alibi", argumentou.

Para o secretário-geral do PCP, o Governo deveria "ouvir a proposta dos negociadores sindicais e encetar um processo de evolução", acreditando que é possível chegar mais longe na valorização salarial da função pública, até porque "os trabalhadores vão dar resposta natural aos seus anseios e aspirações".

"Uma proposta de 0,3% ao fim de dez anos, compreenderão que funda um sentimento de injustiça que, naturalmente, se pode traduzir em luta", mencionou.

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