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Jerónimo reafirma voto contra mas diz que ainda é tempo de negociar

Jerónimo reafirma voto contra mas diz que ainda é tempo de negociar

Se a votação da proposta do Orçamento do Estado fosse hoje, o Partido Comunista Português votaria contra. O aviso foi deixado novamente este sábado à tarde, no Porto, por Jerónimo de Sousa, que ressalvou que "ainda é tempo de encontrar soluções".

Num comício com cerca de 500 pessoas na Escola Secundária Carolina Michaelis, no Porto, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, teceu críticas à proposta de Orçamento do Estado apresentada no início desta semana pelo Governo, destacando que o documento tem "um conjunto de respostas marginais" que não vão ao encontro dos problemas dos portugueses. Depois de ter assegurado que votaria contra a atual versão do documento, o secretário-geral reforçou o aviso.

Assim, se fosse hoje, o PCP votaria contra a proposta de Orçamento do Estado, mas Jerónimo de Sousa diz que ainda há tempo "até à votação na generalidade", agendada para o dia 27 deste mês: "É tempo ainda de verificar se o PS e o Governo recusam em definitivo os compromissos que permitam sinalizar o caminho da resposta que o País e a vida dos trabalhadores e do povo reclamam e as soluções que no Orçamento e além dele devem ser concretizadas.

O Bloco de Esquerda também já avisou que "não passa cheques em branco" e, como tal, um acordo tem de acontecer antes da votação na generalidade.

Neste sábado à tarde, Jerónimo de Sousa acusou novamente o Governo de "não dar sinais" de se querer aproximar dos objetivos do PCP. Entre eles há um novo, lançado para a discussão no comício portuense, relativo à descida do IVA e regulação dos preços da energia: "É uma proposta de Orçamento do Estado onde está ausente a resposta aos problemas da energia e dos seus custos, quer por via do IVA, quer por via do controlo e regulação dos preços".

O secretário-geral comunista pugnou ainda pelo "direito a creches gratuitas para todas as crianças, incluindo as medidas de criação de uma rede pública", bem como medidas que assegurem o "direito à habitação a preços suportáveis" e o fim da atual versão do Novo Regime de Arrendamento Urbano, aplicada em 2012 e conhecida como a "lei Cristas". Concluiu, ainda, que o país precisa de "soluções e respostas", e não "invocações de crises políticas".

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