Ensino

JN Tag sai das "paredes da redação" e chega às escolas

JN Tag sai das "paredes da redação" e chega às escolas

O projeto do "Jornal de Notícias" dedicado aos mais novos, o "JN Tag", tem uma parceria com o Ministério da Educação desde setembro do ano passado. O objetivo é dotar os jovens das competências necessárias para melhor compreender a informação veiculada pela comunicação social, promover o espírito crítico e motivar mais interesse nos media.

Os jovens repórteres da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos, não facilitaram a vida ao ministro da Educação, que visitou esta segunda-feira o estabelecimento para assinalar a parceria entre o Governo e o "Jornal de Notícias" junto dos mais novos, o JN Tag. Entre as perguntas feitas pelos alunos no formato "Pergunta Tu", uma das atividades do JN Tag, Tiago Brandão Rodrigues foi questionado sobre a avaliação feita nos exames nacionais, nomeadamente o quão justos são para estudantes com diferentes pontos de partida do ponto de vista social.

"É uma questão tudo menos consensual", respondeu o governante, salientando que aquele instrumento serve para avaliar as aprendizagens e o próprio ensino.

A entrevista feita esta segunda-feira pelos alunos ao ministro tem uma razão de ser: assinala a formalização, mesmo que num registo mais informal, de uma parceria entre o Ministério da Educação e o "Jornal de Notícias" para dotar os mais novos das competências necessárias para a literacia mediática. O projeto "JN Tag", além de um site próprio e de uma coluna semanal na revista "Notícias Magazine", tem promovido atividades em diversas escolas, como a leitura acompanhada de jornais. A iniciativa, que começou em setembro do ano passado, já motivou inclusive a integração e o envolvimento de uma professora, Maria José Pimentel, para fazer a ligação entre a redação e os estabelecimentos escolares.

"O JN Tag vem dar novos meios e recursos às escolas para explorar várias questões [notícias falsas e construção de um jornal], contactar com jornalistas, potencialmente visitar a redação e depois explorar os temas curricularmente nas aulas", explicou o ministro da Educação, saudando a iniciativa do jornal. O governante destaca que a literacia mediática tem sido trabalhada nas escolas, até através da formação de docentes. "O 'Jornal de Notícias' vem coadjuvar o trabalho já feito", acrescenta.

Questionado durante uma leitura acompanhada da edição do dia do JN, o governante não conseguiu escapar às notícias relacionadas com a testagem à covid-19 de pessoal docente e não docente, e sobretudo da ausência do rastreio dos mais novos. "Quem se testou hoje antes de vir para a escola?", perguntou Tiago Brandão Rodrigues aos alunos. A maioria dos alunos tinha feito o teste por iniciativa própria.

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O governante justificou que o Ministério da Educação não recebeu indicações das autoridades de saúde para rastrear os estudantes, mas sim os professores e funcionários. "Faço um apelo a que os diretores das escolas possam fazer a testagem [em parceria com farmácias] ou sensibilizem os alunos a dirigirem-se às farmácias", explicou, relembrando os quatro testes gratuitos por mês à covid-19.

O espírito crítico observado em sala de aula mostra já como a literacia mediática pode fazer a diferença nos mais novos e logo a partir dos oito anos, a idade em que começa o público-alvo do "JN Tag", disse Inês Cardoso, diretora do "Jornal de Notícias". Referindo-se aos quatro anos de existência do projeto, a diretora salienta que o "JN Tag" está "numa fase de sair mais das paredes da redação e de chegar às escolas". Será uma forma de as "escolas perceberem que têm um recurso para trabalharem muitas questões da atualidade, que também podem promover e aprender conceitos de jornalismo", concluiu.

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