Presidenciais

João Ferreira candidato de Abril e não a "percentagens eleitorais"

João Ferreira candidato de Abril e não a "percentagens eleitorais"

O eurodeputado João Ferreira apresentou, esta quinta-feira, a sua candidatura a presidente da República pelo PCP em nome dos "valores de Abril" como um "espaço de convergência" e recusou fixar metas ou percentagens para as eleições.

"Sou candidato a presidente da República, não sou candidato a percentagens eleitorais", afirmou o deputado ao Parlamento Europeu que o PCP apresentou e apoia às presidenciais de 2021, questionado pelos jornalistas sobre qual a meta a atingir ou se consideraria uma derrota ficar atrás de André Ventura, o pré-candidato mais à direita.

João Ferreira, que é também vereador da Câmara de Lisboa, eleito pela CDU, afirmou-se como um candidato "da convergência", contra a resignação e o medo.

A apresentação da candidatura comunista aconteceu na Voz do Operário, em Lisboa, perante cerca de duas centenas de simpatizantes, militantes e dirigentes, entre eles dois ex-candidatos presidenciais que chegaram à liderança do partido, Carlos Carvalhas e Jerónimo de Sousa, o atual secretário-geral.

Ataque a Marcelo e às suas "diversões mediáticas"

João Ferreira acusou Marcelo Rebelo de Sousa de estar "empenhado numa rearrumação das forças políticas, assente num branqueamento da política de direita", a favor do "bloco central", argumento já usado várias vezes pelo PCP nas últimas semanas.

Pela sua parte, e por oposição a Marcelo, João Ferreira prometeu defender e estar "comprometido com os interesses do povo e não com os interesses dos grandes grupos económicos e financeiros".

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"Não há diversões mediáticas que iludam as escolhas feitas, neste domínio, pelo atual presidente", afirmou.

E apontou de novo Marcelo para o acusar de, "demasiadas vezes, ter demonstrado uma ausência, uma indiferença, uma insensibilidade perante os problemas dos trabalhadores", dando como exemplo o tempo que trabalhadoras despedidas de uma multinacional esperaram para serem recebidas pelo chefe do Estado.

Em mais um indireta a Marcelo Rebelo de Sousa, que pelo seu estilo também ficou conhecido por "presidente dos afetos", João Ferreira contrapõe a necessidade de o Chefe do Estado não se ficar pela "falsa empatia".

É necessário, disse, um presidente que defende a Constituição, mas o cargo também exige "uma genuína ligação à vida e não uma falsa empatia que se esboroa quando os assuntos são tão sérios como a dificuldade de se viver com baixos salários, pensões, reformas e prestações sociais".

A seis meses do fim do mandato do atual presidente da República, são já oito os pré-candidatos ao lugar de Marcelo Rebelo de Sousa.

São eles o deputado André Ventura (Chega), o advogado e fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan Gonçalves, o líder do Partido Democrático Republicano (PDR), Bruno Fialho, a eurodeputada e dirigente do BE Marisa Matias, a ex-deputada ao Parlamento Europeu e dirigente do PS Ana Gomes, Vitorino Silva (mais conhecido por Tino de Rans), o ex-militante do CDS Orlando Cruz e João Ferreira, do PCP.

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