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João Ferreira critica "estatuto de privilégio" atribuído ao debate PS-PSD

João Ferreira critica "estatuto de privilégio" atribuído ao debate PS-PSD

João Ferreira considerou ser "lamentável" e "inaceitável" o "estatuto de privilégio" concedido ao PS e PSD pela realização de um debate com moldes diferentes: discrimina "negativamente as demais forças políticas", disse o dirigente comunista numa ação de pré-campanha.

O PCP promoveu, esta quinta-feira, um encontro com trabalhadores por turnos, no qual se ouviram vários testemunhos da "realidade de centenas de milhares de trabalhadores deste país", disse João Ferreira.

Na iniciativa falaram trabalhadores de vários setores de turnos, como das lojas do aeroporto, tratamento das águas do Tejo, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Carris e tripulantes de cabine da TAP. As queixas e reivindicações são parecidas: mais direitos, menos horários que provoquem danos físicos e mentais e mais respeito pelos colaboradores.

Para João Ferreira, "aquilo que de decisivo pode resultar das eleições de dia 30 não passa pelo debate" entre Costa e Rio. Defendeu antes que o que as respostas para as queixas ouvidas naquela iniciativa, e para o país, "passa por um reforço da CDU", disse João Ferreira.

João Ferreira e João Oliveira: os novos rostos da campanha da CDU

Questionado sobre se substituir Jerónimo de Sousa é a maior responsabilidade concedida pelo partido, João Ferreira ziguezagueou: "A CDU não é força de um homem só, nem de dois, nem de três. É uma força de muitos milhares de mulheres e de homens que nestes dias estão por todo o país a levar a cabo uma batalha de esclarecimento". O secretário-geral do partido, Jerónimo de Sousa, é "o rosto mais visível desse imenso e generoso coletivo", concluiu.

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Alma Rivera, candidata pela CDU em segundo lugar pelo círculo de Lisboa e atual deputada, insistiu na necessidade de rever a lei laboral e zelar pelos direitos dos trabalhadores.

Estado de saúde do secretário-geral

"A intervenção cirúrgica foi concluída com êxito. Os objetivos foram cumpridos. Neste momento há um período de vigilância pós-cirúrgica que é normal", disse João Ferreira, tal como escrito na nota divulgada pelo PCP.
"Aquilo que esperamos mesmo é que, dentro de poucos dias, o secretário-geral do PCP esteja em condições de voltar a esta batalha ainda com mais energia", acrescentou o dirigente comunista. Mantêm-se previstos os 10 dias de tempo de recuperação, a expectativa é de um regresso rápido.

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