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João Ferreira diz que "exigência" da Constituição vai ser "decisiva" até 2026

João Ferreira diz que "exigência" da Constituição vai ser "decisiva" até 2026

O candidato presidencial João Ferreira defendeu hoje que a "exigência" do cumprimento da Constituição vai ser "uma questão decisiva" durante os próximos cinco anos, acrescentando que vai continuar empenhado em "combater e derrotar projetos antidemocráticos".

"A Constituição contém soluções e caminhos para resolver os problemas do país e do nosso povo. A exigência do seu cumprimento será uma questão decisiva nos próximos cinco anos", sublinhou João Ferreira, pelas 22:15.

O também eurodeputado comunista disse estar convicto de que a candidatura vai 'ecoar' além das presidenciais: "Estou profundamente convencido de que esta candidatura trouxe a estas eleições um contributo singular que irá perdurar para lá dos dias de hoje. Esse contributo foi o de demonstrar, no atual momento da vida nacional, a centralidade e atualidade da Constituição".

"Chegamos aqui ainda mais empenhados na defesa da democracia, das liberdades e dos direitos democráticos, ainda mais determinados para combater e derrotar projetos antidemocráticos e de confronto com a Constituição da República", acrescentou.

O candidato apoiado pelo PCP e pelo PEV agradeceu "a todos os democratas, a todos os cidadãos, que a partir de distintos e diversos posicionamentos políticos e partidários convergiram no apoio" à candidatura que apresentou.

João Ferreira alargou esta menção a todos os que, "desejando votar nesta candidatura, não o puderam fazer por não poderem sair de suas casas".

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O compromisso da candidatura, prosseguiu, foi "com o sereno debate de ideias, das opções que se colocam ao país e ao povo" para trilhar um "rumo de desenvolvimento, progresso e justiça social".

O também elemento do Comité Central do PCP deixou um repto a quem o apoiou não sendo do mesmo partido que João Ferreira, embora sem referir nomes.

"A muitos dos que me apoiaram de quadrantes e partidos diferentes do meu, sem ignorar diferenças que se manifestarão, espero continuar juntos em batalhas fundamentais que fortaleçam as raízes do regime democrático na sociedade portuguesa", vincou.

João Ferreira assinalou ainda que "cada voto contado nesta candidatura é já um ponto de apoio nesta luta que vai continuar por uma vida melhor".

"Com coragem e com confiança abriremos um horizonte de esperança na vida deste país", finalizou sob aplausos dos cerca de 20 elementos do partido e apoiantes que assistiram ao discurso do candidato presidencial, num hotel na mesma rua onde está sediada o PCP, em Lisboa.

Os dados oficiais confirmaram que Marcelo Rebelo de Sousa foi reeleito Presidente da República nas eleições de hoje, quando faltavam apurar os resultados de 53 freguesias.

Nas freguesias por apurar há menos recenseados do que o número de votos que separa Marcelo Rebelo de Sousa do segundo candidato mais votado até agora nestas eleições, Ana Gomes, pelo que o atual Presidente foi reeleito para o cargo.

Para a décima eleição do Presidente da República, desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974, estavam inscritos 10.865.010 eleitores, mais 1.208.536 do que no sufrágio anterior, em 2016.

Foram sete os candidatos ao Palácio de Belém: Além do atual Presidente e recandidato, Marcelo Rebelo de Sousa, apoiado pelo PSD e CDS-PP, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e antiga eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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