1954-2021

Jorge Coelho. Costa "chocado" e Marcelo lembra influência no país

Jorge Coelho. Costa "chocado" e Marcelo lembra influência no país

O ex-dirigente socialista e antigo ministro Jorge Coelho morreu esta quarta-feira, vítima de um AVC, aos 66 anos. O primeiro-ministro, o presidente da República e outras figuras próximas do homem e político reagem com "choque" e tristeza à notícia.

António Costa "muito chocado" com morte de amigo que era "uma força da natureza"

O primeiro-ministro e secretário-geral do PS, António Costa, disse estar "muito chocado" com a notícia da morte de Jorge Coelho. Costa, que foi colega de Coelho no Governo de António Guterres, expressou as "profundas condolências" à mulher e à filha do companheiro de partido, um "amigo de todas as gerações do PS".

Costa recordou o antigo governante como "uma força da natureza" que "ajudou a reerguer o PS" durante os "anos duros de oposição" da década de 90. "Foi quase uma espécie de braço direito do engenheiro António Guterres na construção da alternativa e da nova maioria em 1995", recordou. Uma vez no Governo, desempenhou as suas funções de forma "exemplar".

Marcelo recorda homem com "uma influência muito importante da vida nacional"

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, recordou Jorge Coelho como alguém que "nunca tendo exercido a liderança partidária, de que sempre fugiu, esteve sempre próximo dos centros de poder e influenciou a vida do país". Para Marcelo, Jorge Coelho foi um homem de "perspicácia analítica, espírito combativo, às vezes polémico, mas de grande afabilidade e de abertura a todos os quadrantes e a todo o tipo de realidade".

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O Presidente da República salientou o "contributo singular para a democracia portuguesa" que foi a demissão de Jorge Coelho após a tragédia de Entre-os-Rios. "Assumiu em plenitude a responsabilidade política pelo que se tinha passado sem uma dúvida, sem uma hesitação ou subterfúgio".

Marcelo disse estar "em choque" e reconheceu alguém que "criou laços pessoais que ultrapassavam as barreiras do seu partido". "Teve uma influência muito importante da vida nacional".

Guterres lembra "admirável servidor da causa pública" e um "amigo muito querido"

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou-se "chocadíssimo" com a notícia da morte de Jorge Coelho, seu "amigo muito querido".

António Guterres, secretário-geral do PS entre 1992 e 2002, afirma que Jorge Coelho "foi um admirável servidor da causa pública, um político de extraordinária inteligência e dedicação". "Mas, acima de tudo, Jorge Coelho foi um amigo muito querido que me acompanhou em momentos decisivos da minha vida e face ao qual tenho uma enorme dívida de gratidão", frisa o secretário-geral das Nações Unidas.

Uma morte que António Guterres considera que, para si, era "impensável, pois a sua alegria, o seu entusiasmo e a sua força interior eram uma verdadeira personificação da vida".

Guterres, em declarações à SIC Notícias, focou também o lado mais privado de Coelho: "uma grande perda para o país, mas, sobretudo, para os amigos, que eram muitos", agora, "todos desolados", pois o também antigo dirigente do PS "enchia uma sala, contava estórias fabulosas".

"Era um amigo queridíssimo, um homem que me acompanhou em momentos decisivos da minha vida, perante o qual tenho uma dívida de gratidão que jamais poderia pagar. Estou chocadíssimo. Era a alegria de viver, com uma força interior... era a personificação da vida. Saber que ele morreu é algo que eu nem sequer consigo assentar", afirmou Guterres.

"Foi o meu braço-direito na organização do PS, campanhas eleitorais, no percurso que levou o PS ao Governo, depois foi elemento valioso, sempre ao meu lado, nos momentos bons e nos momentos difíceis, sempre com extraordinária capacidade de ação", descreveu.

Questionado sobre o a tragédia da queda da ponte de Entre-os-Rios, há 20 anos, o antigo chefe de executivo recordou as declarações de Coelho na ocasião quando disse que "a culpa não pode morrer solteira, sou o ministro da pasta e tenho de me demitir".

"Só prova a enorme dignidade que ele tinha. Eu achava que ele não tinha nada a ver com aquilo e até me custou muito que saísse, mas ele era um homem de princípios, irredutível, e foi uma decisão que, naturalmente, respeitei e só fez aumentar a minha admiração por ele", contou Guterres.

Ferro Rodrigues chocado com perda de amigo "solidário" e "sobrevivente"

O presidente da Assembleia da República e ex-líder socialista, Ferro Rodrigues, mostrou-se chocado e muito triste com a morte do seu amigo e camarada Jorge Coelho.

"Recebo, com choque e muita tristeza, a notícia do falecimento de Jorge Coelho, um amigo de há longas décadas. Homem bom e solidário, foi sempre alguém que se bateu por causas, em especial pela democracia e pela igualdade. Foi também um sobrevivente, com quem aprendi a enfrentar as adversidades", lê-se em nota de Ferro Rodrigues.

"Neste momento tão difícil, quero endereçar à sua família, em especial à sua mulher, filhos e netos, e aos muitos amigos que deixa, de todos os quadrantes políticos, as mais sentidas condolências", lê-se ainda no breve texto.

Rui Rio lamenta "profundamente" e envia condolências ao PS e família

O presidente do PSD, Rui Rio, recordou o antigo ministro Jorge Coelho como uma "pessoa afável e de excelente trato", lamentando "profundamente" a sua morte.

"Lamento profundamente o súbito desaparecimento de Jorge Coelho, pessoa afável e de excelente trato, com quem eu tinha uma agradável relação pessoal. Presto-lhe sentida homenagem e envio as minhas condolências à sua família e ao Partido Socialista", escreveu Rio, numa publicação na sua conta oficial da rede social Twitter.

Também o PSD, numa nota de pesar, expressou "consternação" com a notícia da morte de Jorge Coelho, que "a todos apanhou de surpresa".

"Figura marcante do panorama político nacional e do Partido Socialista, Jorge Coelho dedicou grande parte da vida ao serviço público, tendo sido ministro Adjunto, ministro da Administração Interna, ministro da Presidência e do Equipamento Social nos governos de António Guterres. Posteriormente, a sua carreira passou também pelo mundo empresarial", recordam os sociais-democratas.

Lobo Xavier lembra "legião de amigos" de Jorge Coelho, com quem falou esta tarde

Em declarações à SIC Notícias, António Lobo Xavier disse que tinha falado ao telefone com o amigo esta tarde. "Estou chocado e comovido, fui apanhado com a noticia a meio de uma viagem. Falei com ele por volta das 13.30 horas, pareceu-me bastante bem, combinámos almoços proximamente com o elenco da Quadratura", afirmou.

"O Jorge Coelho tem uma legião de amigos, e neste sentido eu sou apenas mais um que privou com ele, no programa e em situações empresariais", disse Lobo Xavier, recordando o lado de grande inteligência, o lado "beirão" e a enorme lealdade com os amigos. "O símbolo realmente de uma pessoa com sensibilidade e tolerância, respeito pelos outros. Recordo-o como um amigo dedicado, com provas de lealdade. Com o Jorge Coelho a amizade significava uma amizade seria e um culto zeloso", recordou.

Maria de Belém "devastada" com morte de "amigo excecional"

A antiga ministra socialista e candidata presidencial Maria de Belém disse estar "devastada" com a morte do antigo ministro e ex-dirigente socialista Jorge Coelho, que recordou como um "amigo excecional" que vai fazer "muita falta".

Em declarações à agência Lusa, a antiga governante e candidata presidencial disse estar "devastada" com a notícia, que a apanhou "completamente de surpresa, como uma tragédia destas apanha as pessoas".

"Era um amigo excecional, uma personalidade da vida política que foi absolutamente central em muitos momentos da vida pública portuguesa, que desempenhou todas as tarefas que abraçou com uma generosidade, uma dedicação, uma alegria e uma força extraordinárias e que sempre deu provas de um agudíssimo sentido de oportunidade na política, mas da oportunidade em termos de prioridade das prioridades", destacou Maria de Belém.

A socialista e sua colega no governo considerou também que Jorge Coelho "era um lutador pelo desenvolvimento do país" e "soube sair quando entendeu que devia fazê-lo, mais uma vez dando um exemplo que marcou a vida pública portuguesa aquando da tragédia da ponte de Entre-os-Rios".

"O que se pode dizer é que faz muita falta, faz muita falta para chamar a atenção para aquilo que é certo, para aquilo que é importante, para aquilo que é prioritário, para aquilo que deve ser proporcionado às pessoas e, sobretudo, fará falta o seu empenhamento na correção das desigualdades que ainda são tão gritantes no país e para que se olhe para o que verdadeiramente é prioritário", acrescentou.

"Pessoas como o Jorge coelho são muita raridade", defendeu Maria de Belém, vincando que o ex-dirigente "faz muita falta ao país, faz com certeza uma falta irreparável à sua família e aos seus amigos".

A antiga ministra da Saúde recordou ainda o amigo como "uma pessoa de uma generosidade, de uma lealdade, de uma doação também na sua vida privada", que "tentava ajudar toda a gente", assinalando que "é muito difícil encontrar pessoas assim".

Apontando ser uma "honra" ter sido amiga de Jorge Coelho, Maria de Belém recordou os momentos que passaram juntos bem como "a alegria e a coragem que ele sempre demonstrou em todos os momentos da sua vida".

António Vitorino diz que morreu "um ser humano admirável"

O diretor-geral da Organização Internacional das Migrações (OIM), António Vitorino, manifestou-se "profundamente chocado e devastado" com a morte do "grande, grande amigo" Jorge Coelho, "um ser humano admirável".

"Estou profundamente chocado com esta terrível notícia. Perdi um grande, grande, amigo, uma pessoa que, além de todas as qualidades políticas que se lhe reconhecem, quer por companheiros quer por adversários, era um admirável ser humano, uma pessoa que era intensa em tudo o que fazia", sublinhou em declarações à agência Lusa.

"Genuíno, autêntico, convicto, mas ao mesmo tempo uma pessoa de uma enorme afabilidade pessoal e que deu o melhor de si próprio ao Partido Socialista e à causa pública nos vários cargos que desempenhou. Esta notícia deixou-me completamente devastado", considerou Vitorino.

O antigo comissário europeu, ministro e deputado socialista, atualmente na liderança da OIM, adiantou à Lusa conhecer Jorge Coelho há quase 40 anos e salientou que a morte do também antigo ministro nos governos de António Guterres o deixa "muito mal".

"Meu Deus, conhecíamo-nos há mais de 30 anos, desde o início dos anos 1980, quase há 40 anos. [A morte de Jorge Coelho] Deixa-me muito mal. Guardo já uma enorme saudade dele. Não consigo ser mais eloquente neste momento, estou devastado", concluiu Vitorino emocionado.

Sporting elogia "anos de dedicação e devoção ao clube"

O Sporting manifestou o seu "pesar" pela morte do ex-governante Jorge Coelho, "enaltecendo e agradecendo os anos de dedicação e devoção ao clube", do qual era sócio desde 1987.

"O Sporting Clube de Portugal manifesta o seu pesar pela morte de Jorge Paulo Sacadura Almeida Coelho, que faleceu esta quarta-feira", referem os 'leões' numa curta nota no seu site.

O clube verde e branco enviou as suas "mais sentidas condolências" aos "familiares e amigos" do seu sócio n.º 9.969-0.

Câmara de Mangualde lamenta perda da "maior referência na região"

O presidente da Câmara Municipal de Mangualde, concelho da origem de Jorge Coelho, lamentou a perda "da maior referência na região" não só em termos políticos, como empresariais.

"Estamos em estado de choque, com grande consternação. Jorge Coelho era a maior referência que tínhamos no nosso concelho. Foi um político maior, um grande gestor, um empresário", disse Elísio Oliveira, numa reação à morte do antigo dirigente socialista e ministro dos governos de António Guterres entre 1995 e 2002.

O autarca de Mangualde destacou o investimento que Jorge Coelho "fez na sua terra, numa queijaria", numa "lógica emotiva" que suplanta a empresarial, "de amor à terra" e que "exprime um profundo sentimento telúrico", homenageando o seu avô e o pastoreio.

"Na sua queijaria, para além dos cerca de 15 postos de trabalho direto que criou, sustentava uma rede de pastores que vivem do pastoreio e das suas ovelhas e Jorge Coelho também o fez com essa intencionalidade", contou.

Elísio Oliveira admitiu ainda que Jorge Coelho "era uma pessoa próxima das pessoas, um conselheiro", com quem "falava com frequência, sobre todas as áreas em geral e sobre a visão estratégica das coisas".

"Era um consolo falar com ele e um privilégio trocar impressões e, também por isso, recebemos esta notícia de forma tão sentida e magoada, este desfecho e este destino de forma tão inesperada e chocante", disse.

Cabrita destaca "extraordinária dedicação ao serviço público e à democracia"

O ministro da Administração Interna destacou a "extraordinária dedicação ao serviço público e à democracia" prestada durante décadas pelo antigo ministro Jorge Coelho e recordou a sua passagem por este Ministério.

"Foi com profunda tristeza que tomei conhecimento do falecimento do Dr. Jorge Coelho, distinto governante português nos XIII e XIV Governos constitucionais e, designadamente, ministro da Administração Interna entre 25 de novembro de 1997 e 25 de outubro de 1999", refere Eduardo Cabrita, numa nota de pesar enviada à agência Lusa.

O ministro recordou que foi no extinto Secretariado de Apoio ao Processo Eleitoral (STAPE), estrutura do Ministério da Administração Interna, que Jorge Coelho iniciou o seu percurso profissional, tendo posteriormente exercido funções fora desta área governativa, à qual voltou como ministro da Administração Interna, no XIII Governo Constitucional, liderado por António Guterres.

"Neste momento difícil para todos os que conheciam e admiravam Jorge Coelho, apresento as minhas condolências e solidariedade, pessoais e como ministro da Administração Interna, à sua família", sublinha.

Eduardo Cabrita presta ainda "uma sentida homenagem ao homem que, durante décadas, serviu Portugal e os portugueses, com uma extraordinária dedicação ao serviço público e à democracia".

Distrital do PS Viseu fala em "referência maior" e "forte aliado"

Jorge Coelho era uma pessoa "com muita referência" na região e "uma voz de força" que se juntava ao PS que tinha nele um "forte aliado", contou o presidente da distrital socialista de Viseu.

"Era um defensor das nossas causas, uma voz que se juntava às nossas reivindicações, junto do poder central. A voz dele dava-nos força e de repente acontece isto", reagiu José Rui Cruz à agência Lusa após tomar conhecimento pelos "inúmeros telefonemas" que recebem em poucos minutos.

O presidente da distrital do PS de Viseu disse que "era uma pessoa com muita referência na região, porventura, em termos políticos a pessoa com mais visibilidade, com mais força e uma voz muito ouvida e respeitada e não só internamento" no partido.

"Estava ligado à associação empresarial, ao grupo Visabeira, era uma referência em toda a região com muito boas ligações a todo o Governo e tinha amigos em todos os partidos, porque fez amigos toda a sua vida e era um aliado forte que tínhamos ali e que agora ficamos todos mais debilitados", assumiu.

José Rui Cruz adiantou que "é uma perda enorme para todos e para o distrito" de Viseu e lembrou que "nem se imiscuía dentro do partido, participava quando era chamado e estava sempre disponível e era uma voz muito mais alargada de que o PS".

Pacheco Pereira lembra amigo que sempre combateu "pelo interior"

O historiador e político José Pacheco Pereira lembrou a amizade que tinha com Jorge Coelho e recordou a "grande capacidade política" e o "combate pelo interior" do antigo ministro e ex-dirigente socialista.

"O Jorge Coelho tinha essa virtude, era uma pessoa amável, um amigo verdadeiro, sem qualquer troca ou esperança de poder receber benefícios dessas relações de amizade", salientou José Pacheco Pereira em declarações ao canal TVI 24.

Jorge Coelho e José Pacheco Pereira foram 'colegas' no programa televisivo 'Quadratura do Círculo', da SIC Notícias e TSF, onde criaram essa amizade.

O comentador político recordou ainda o "momento mais difícil enquanto comentador" quando criticou Jorge Coelho pela saída deste do programa televisivo para "entrar no mundo dos negócios na Mota Engil".

"Sempre achei mal e critiquei-o. Custava imenso porque era difícil criticar uma pessoa amiga. Fiz essa crítica frontal e ele veio mais tarde a elogiar-me pela crítica. Esse momento difícil aproximou-nos muito", salientou.

Pacheco Pereira recordou ainda que Jorge Coelho era "muito fiel à sua terra" e "um defensor do interior do país e da sua região".

"Instalou em Mangualde [distrito de Viseu] uma queijaria e falávamos muito sobre queijos. Fez um esforço grande para criar. Era um homem muito genuíno", acrescentou.

João Soares recorda amigo de "caráter", "coragem" e "grande lealdade"

O dirigente socialista João Soares lamentou hoje a morte do ex-ministro Jorge Coelho, recordando-o como um amigo e homem de "caráter", "coragem" e "grande lealdade", que estava sempre "do lado das soluções".

Em declarações à TVI24, o dirigente e também ex-ministro socialista João Soares disse ter recebido a notícia "com uma imensa tristeza", lembrando Jorge Coelho como "uma grande figura do Partido Socialista, um homem de coragem, um homem de grande lealdade, um homem de caráter".

"Um homem que cultivava as boas relações com as pessoas, mesmo com os seus adversários políticos. Era um homem que aguentava com o maior dos 'fair-play' as críticas que lhe eram feitas. E era um homem que procurava estar sempre, e deu imensas provas nas circunstâncias às vezes mais difíceis, estar do lado das soluções e não do lado do agravar dos problemas", considerou.

O socialista apontou que Jorge Coelho foi "sempre fiel às suas convicções de esquerda", lembrando que até começou "na extrema-esquerda, começou na UDP (União Democrática Popular)" mas que depois "aderiu por inteira convicção ao projeto político do PS", dando um "contributo absolutamente inesquecível".

"Um homem a quem ficamos todos a dever muitíssimo, eu deixo à sua mulher e à sua filha o testemunho da minha profunda tristeza e o mais sincero sentimento de pesar", aditou João Soares, rematando que esta é "uma imensa tristeza para todos os socialistas".

Carlos César enaltece frontalidade, clareza e bondade do socialista

O presidente do PS, Carlos César, lamentou hoje a "terrível, inesperada e desanimadora notícia" da morte de Jorge Coelho, elogiando a frontalidade, clareza, argúcia, labor, empreendedorismo e bondade do socialista.

Jorge Coelho, ministro dos governos liderados por António Guterres entre 1995 e 2002, morreu hoje, segundo fonte do PS, vítima de paragem cardíaca fulminante.

"Foi, para mim, como para tantos, uma terrível, inesperada e desanimadora notícia. Fica a faltar mais um amigo. Um amigo, desde que o conheci. Um camarada, nos sucessos e nos insucessos políticos e partidários", referiu Carlos César, numa publicação na rede social Facebook, na qual partilhou o vídeo com a declaração do secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, a propósito da morte de Jorge Coelho.

O presidente do PS elogiou Jorge Coelho por ser um "conselheiro prestante" e "uma fonte de energia, donde brotou muito do que o PS, a política e as pessoas podem ter de bom", ou seja, frontalidade, clareza, argúcia, labor, empreendedorismo e bondade.

"Lembro como, em 1996, ele me acompanhou diariamente na campanha que acabou por dar a primeira vitória regional de sempre nos Açores. E, antes como depois, o seu apoio valioso e fraterno. Fazes falta, meu caro amigo. À tua família. Aos teus amigos. A todos nós", concluiu.

Mota-Engil recorda "profissional de excelência" e agregador de vontades

A Mota-Engil recordou esta quarta-feira o vice-presidente do seu Conselho da Administração, Jorge Coelho, que morreu aos 66 anos, como um "profissional de excelência, líder empresarial" e agregador de vontades.

Em comunicado, o Conselho de Administração da Mota-Engil afirma que "eram públicas e reconhecidas as suas qualidades como homem de caráter e convicções e enormes as suas qualidades como profissional de excelência, líder empresarial, agregador de vontades, e o seu percurso ficará para sempre ligado ao nosso grupo", notou, em comunicado, a Mota-Engil.

"Era um homem da casa e da Família Mota-Engil, amigo comprometido e empenhado no desenvolvimento e sucesso do Grupo, a quem o Grupo tanto deve e aqui lhe deixa, de forma muito sentida, uma profunda e respeitosa homenagem e, já, grande saudade", refere.

O grupo português recordou ainda Jorge Coelho como um amigo "comprometido e empenhado" no sucesso da Mota-Engil, deixando-lhe uma "profunda e respeitosa" homenagem.

"Amigo, filantropo discreto, socialmente preocupado e comprometido era um exemplo de responsável e empenhada cidadania para todos nós", acrescenta o grupo, endereçando "as mais sentidas e sinceras condolências" à família do empresário e antigo político.

Fernando Medina recorda "socialista mais querido de todos"

O dirigente socialista e presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, recordou hoje Jorge Coelho como "o socialista mais querido de todos" e que "a todos unia".

Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Medina começa por dizer que "escrever sobre a morte de Jorge Coelho hoje é um choque", revelando que ainda na terça-feira tiveram um encontro "de horas a discutir política e a falar sobre a vida" e hoje continuaram a conversa por mensagem, antes da "notícia trágica".

O autarca recorda que conheceu Jorge Coelho há 20 anos, quando trabalhou com o então primeiro-ministro António Guterres.

"Pouco tempo depois ele sai do Governo, depois da queda da ponte de entre os Rios, decisão que ainda hoje marca o país e a forma de estar na política. Naquela época ele era o socialista mais querido de todos, aquele que a todos unia. Ao longo dos anos nunca perdeu esse estatuto", defendeu.

Para o dirigente do PS, Jorge Coelho "é indiscutivelmente um dos principais construtores do moderno Partido Socialista e um dos mais fiéis interpretes da sua ligação mais profunda ao país e aos portugueses", apesar de nunca ter sido secretário-geral do partido.

"Homem de uma profunda generosidade e entrega, mobilizava todos à sua volta com a sua alegria, força e humor. Sempre a interpretar como poucos o sentir dos portugueses. Nos últimos anos encontrávamo-nos com regularidade. Falávamos do país, de Lisboa e invariavelmente do PS", revelou.

Presidente do CDS-PP lamenta morte de "político de grande relevo"

O presidente do CDS-PP lamentou esta quarta-feira a "triste notícia" da morte do antigo ministro e ex-dirigente socialista Jorge Coelho, aos 66 anos, destacando que "foi um político de grande relevo na vida do país".

"O CDS-PP lamenta profundamente a triste notícia do falecimento de Jorge Coelho e endossa as suas mais sentidas condolências à respetiva família e amigos", refere uma nota enviada aos jornalistas e assinada pelo presidente do CDS-PP.

Francisco Rodrigues dos Santos destaca que "Jorge Coelho foi um político de grande relevo na vida do país, ao qual se entregou no exercício das mais altas funções do Estado, com seriedade, visão e sentido de compromisso".

"Tinha, pois, uma rara forma de estar na política aberta ao diálogo e ao debate leal, procurando as convergências acima das diferenças. Que Deus o guarde", acrescenta o democrata-cristão.

José Sócrates recorda "político com uma grande intuição"

O antigo primeiro-ministro José Sócrates lamentou hoje a "notícia trágica" da morte de Jorge Coelho, com quem integrou o Governo de António Guterres, recordando uma pessoa de "extrema jovialidade de espírito" e "um político com grande intuição".

"Era um homem encantador, que fazia amigos facilmente e uma pessoa de uma extrema jovialidade de espírito", destacou à Lusa.

Para o antigo primeiro-ministro, entre 2005 e 2011, Coelho era "um político com uma grande intuição, capaz de transformar o sentimento que ele intuía no povo em conceitos que podiam ser usados na retórica política".

"Era um homem muito popular no PS, porque a sua linguagem política era uma linguagem muito acessível e que refletia exatamente o sentimento das pessoas, os sentimentos mais profundos", assinalou.

"Foi um belíssimo companheiro ao longo dos anos e recordo-o com saudade, como um bom amigo", acrescentou.

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