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Jornais e revistas chegam a esgotar nos quiosques

Jornais e revistas chegam a esgotar nos quiosques

Papelarias têm menos clientes, mas gastam mais dinheiro. Venda de tinteiros também disparou.

As medidas impostas pelo estado de emergência obrigaram ao fecho da maior parte dos estabelecimentos com atendimento ao público, deixando de fora alguns que se considera prestarem serviços essenciais, como sejam os quiosques. Jornais, tabaco e os jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vão ajudando a manter o negócio e, em alguns casos, quando apostam em nichos de mercado, até a registarem maior afluência de clientes.

No que diz respeito à venda de jornais, em seis quiosques abordados pelo JN vai-se do oito ao oitenta. "Vende-se menos", refere Ana Raquel Mandim, da papelaria Amanhecer, na Maia.

Já na Breve Narrativa, em Matosinhos-Sul, "esgota tudo, a começar pelo JN, até às revistas semanais. Temos menos clientes, mas compram mais".

No meio estão quiosques como a Presentes Perfeitos, na Maia, onde "há dias em que os jornais esgotam logo de manhã e outros em que sobram", diz Priscila Lima.

impressoras a trabalhar

Atendendo às oscilações nas vendas da imprensa escrita, que todos consideram ser um bem essencial, um "porto seguro" numa época de notícias falsas e disparatados boatos, tabaco e jogo seguram o negócio. Mas não só.

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A Amanhecer, que desde há muito vendia tinteiros e resmas de papel para impressoras, prestando ainda assistência técnica, viu as vendas subirem em flecha.

"As pessoas tinham as impressoras paradas em casa. Agora, com o teletrabalho e as crianças a terem aulas em casa, necessitam de imprimir documentos ou fichas para as crianças. Nunca vendemos tantos tinteiros" sublinhou Ana Raquel Mandim.

A utilidade do serviço Payshop é inquestionável para os quiosques que o JN contactou, mesmo que sendo fonte de alguns episódios caricatos.

Adélia Moreira, da Tabaquinho, no centro da Maia, recorda a idosos que, na semana passado, insistiu em carregar o Andante.

"Já tive clientes que desconheciam a gratuitidade dos transportes (Metro e STCP) e queriam carregar os títulos. Mas esta senhora sabia e mesmo assim insistiu. Disse-me que "a economia tem de girar" e carregou para o passe para o próximo mês", contou, divertida, Adélia Moreira.

Já quanto aos jogos da Santa Casa, nem todos estão satisfeitos, até porque o movimento diminuiu.

"Vende-se menos raspadinhas e o Placard já nem se joga, pois não há competições desportivas", destacou Diogo Martinó, da Breve Narrativa. v

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