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José Luís Carneiro: "Só falta saber se o D. Sebastião do PSD virá de Bruxelas ou de Massamá"

José Luís Carneiro: "Só falta saber se o D. Sebastião do PSD virá de Bruxelas ou de Massamá"

O Secretário-Geral Adjunto do PS, José Luís Carneiro, abriu, esta quinta-feira, as Jornadas Parlamentares do partido em Caminha, com críticas ao "radicalismo defensivo" e à "vertigem populista" do PSD. Referiu o facto de o caso Tancos ter sido chamado para a campanha eleitoral, como um exemplo da "vertigem populista" e "radicalismo defensivo" adotada pelo principal partido da oposição.

No discurso de abertura das jornadas que tem por tema "O Estado presente para lançar o futuro", José Luís Carneiro, chamou também à liça o antigo Primeiro Ministro do PSD, Pedro Passos Coelho, como provável "D. Sebastião" dos social-democratas.

"O principal partido da oposição, adotou o que se pode apelidar de «radicalismo defensivo». Depois de um posicionamento político moderado, os efeitos nacionais do acordo do PSD com o Chega nos Açores, levaram a um radicalismo no discurso público que não pode deixar de ter nefastos efeitos nos níveis de confiança na vida política", declarou Secretário-Geral Adjunto, referindo que caso de Tancos como "emblemático".

"Chamar um assunto de Estado, com essa sensibilidade, à campanha eleitoral exibiu, no mínimo, uma pulsão demagógica. No máximo, uma vertigem populista", disse, acrescentando: "Só o julgamento o dirá, mas, a avaliar pela informação pública, Azeredo Lopes foi vítima de um julgamento na praça pública com danos pessoais e políticos graves e irreparáveis. E o mesmo tem vindo a acontecer com Eduardo Cabrita".

Ainda com a oposição na mira, José Luis Carneiro alfinetou os social-democratas que "trabalham já numa alternativa" ao atual líder, que, "dizem, "está a caminho, só falta saber se o D. Sebastião virá de Bruxelas ou de Massamá".

Na abertura das jornadas discursou ainda Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Duarte Cordeiro, que indicou como caminho "o diálogo com a esquerda".

"Hoje em Portugal é evidente que a direita não tem soluções para o nosso presente nem para o nosso futuro. A direita ficou presa às suas respostas à crise do passado, apesar das consequências para o nosso país. E pior: tem permitido que cresça uma agenda que aposta na divisão, no confronto entre portugueses e na xenofobia", acusou, acrescentando que "como até aqui, será à esquerda que procuraremos assegurar a estabilidade e as boas políticas de que o país precisa para prosseguir este combate à pandemia, recuperar o país e garantir o futuro".

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A sessão contou ainda com a intervenção do Presidente de Federação de Viana do Castelo, Miguel Alves. Após painéis temáticos sobre os três R's: Reconhecimento, Resiliência e Recuperação, a sessão de encerramento contará com as intervenções do Deputado Eduardo Ferro Rodrigues e do Secretário-Geral do PS, António Costa.

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