Pandemia

Jovens entre os 10 e os 19 anos com a maior incidência da covid-19

Jovens entre os 10 e os 19 anos com a maior incidência da covid-19

O último relatório da monitorização epidemiológica da covid-19, divulgado esta sexta-feira, mostra que a incidência do vírus está "muito elevada" e em "tendência crescente". "O maior valor de incidência cumulativa a 7 dias por 100 mil habitantes" pertence ao grupo etário entre os 10 e os 19 anos, com 1 336 casos. Mais 68% face à semana anterior.

O documento da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA) aponta que "a redução da adesão a medidas não farmacológicas, o período de festividades e o considerável aumento de circulação de variantes com maior potencial de transmissão" terá contribuído para a incidência do vírus. Porém, os impactos na mortalidade e nos serviços de saúde continuam a ser reduzidos. O que não significa, apontam os especialistas, que nas próximas semanas, o aumento da incidência não provoque uma maior procura por serviços de saúde e um crescimento na mortalidade, "em especial nos grupos mais vulneráveis".

Os dados são claros quanto à evolução do número de novos casos. Na semana passada, o mesmo relatório registava 740 casos de incidência cumulativa a sete dias por 100 mil habitantes. Esta sexta-feira, o valor subiu para as 970 infeções. A DGS e o INSA notam um "relevante aumento de circulação da linhagem BA.5 da variante ómicron", possivelmente com impacto na entrada do vírus nas células humanas. A frequência relativa era "de 37,1% ao dia 8 de maio 2022, projetando-se que se torne dominante na segunda metade do mês de maio", lê-se no relatório.

Apesar do reduzido impacto na mortalidade específica por covid-19, o número continua acima do limiar definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, sigla em inglês), de 20 óbitos em 14 dias por um milhão de habitantes. A 9 de maio, as mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2 em Portugal chegaram aos 26,1. Um valor acima dos 24,1 óbitos registados a 2 de maio, no relatório da DGS e do INSA da semana passada.

UCI longe de níveis de alerta

Nas unidades de cuidados intensivos (UCI), as duas instituições revelam que a maioria das regiões do país "encontram-se ainda distantes dos seus níveis de alerta". Apenas o Centro "é a que apresenta maior ocupação em UCI (50% a 9 de maio)". No total, havia 59 pessoas a necessitar de cuidados urgentes nos hospitais naquele dia. "Este valor corresponde a 23,1% (na semana anterior foi 23,5%) do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas", explicam.

O grupo etário mais presente em UCI são pessoas entre 60 aos 79 anos. "O grupo dos 20 aos 39 anos apresenta uma tendência crescente nas útlimas 3 semanas de difícil interpretação dada a baixa frequência absoluta neste grupo", esclarecem a DGS e o INSA. Ambas as instituições apelam ao "reforço das medidas de proteção individual" nos grupos de maior risco, assim como a toma da vacinação de reforço. Na próxima segunda-feira, os utentes dos lares e as pessoas com 80 e mais anos vão receber a segunda dose de reforço (a quarta dose contra a covid-19, na maioria dos casos).

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