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JSD defende fecho imediato das escolas a partir do 7.º ano

JSD defende fecho imediato das escolas a partir do 7.º ano

A Juventude Social-Democrata (JSD) defendeu, esta quarta-feira, a "suspensão imediata" das aulas presenciais a partir do 7º ano de escolaridade, incluindo, também, as universidades.

Esta tomada de posição surge, diz a JSD em comunicado, devido ao facto de a pandemia estar, neste momento, "descontrolada". A organização defende também "um ajustamento ao calendário do atual ano letivo, para que a aprendizagem tenha os menores impactos negativos possíveis".

"É preferível a suspensão organizada e planeada das aulas presenciais e o fecho das escolas do que uma possível debandada geral e desorganizada dos alunos", defende Alexandre Poço, líder da "jota", citado no documento.

O também deputado afirma também que o Governo deve "proceder de imediato ao ajustamento do calendário letivo", de modo a "diminuir as perdas na aprendizagem que a suspensão das aulas presencial acarreta". De igual forma, pede que o Executivo acautele "os processos de avaliação e as regras de acesso ao Ensino Superior para o próximo ano letivo".

"Falha brutal" na entrega de computadores

Segundo o comunicado, o Governo deve "agir rapidamente, ao contrário do que tem feito", no sentido de colocar a saúde pública de alunos, professores e pessoal não docente à frente de uma teimosia que já ninguém entende".

De acordo com Alexandre Poço, a manutenção das aulas presenciais "visa apenas esconder a impreparação notória do Governo para responder ao agravamento da pandemia" ou às "promessas" feitas pelo primeiro-ministro, António Costa.

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A este respeito, Poço destaca a "falha brutal na promessa de entrega de computadores e acesso à internet a todos os estudantes", que "ficou por cumprir" apesar de ter sido feita em abril e cuja implementação é da "maior urgência".

A JSD apela ainda ao "bom senso" do Governo, vincando que o fecho temporário dos estabelecimentos de ensino "não deve desresponsabilizar" o Executivo no "acompanhamento e garantia de aprendizagem dos alunos".

O pedido da JSD está em linha com o que tem sido defendido para as escolas pelo PSD, nomeadamente pelo presidente, Rui Rio, e por um dos vice-presidentes, David Justino.

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