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Laboratório de mobilidade abre em Gaia e vai criar 700 postos de trabalho

Laboratório de mobilidade abre em Gaia e vai criar 700 postos de trabalho

É um "sonho" antigo tornado realidade. A Capgemini Engineering, uma empresa especialista em soluções de software e serviços para a indústria automóvel, inaugurou um laboratório de investigação e desenvolvimento dedicado à mobilidade sustentável e inteligente. Denominado "Mobility Lab", o centro conta com uma equipa de mais de 350 colaboradores e pretende duplicar os seus recursos humanos até 2025. No total, serão criados 700 novos postos de trabalho.

A empresa tem em curso um processo de recrutamento de 200 trabalhadores para o novo centro de engenharia que conta já com "um vasto conjunto" de clientes do setor automóvel e para os quais desenvolve soluções de software. É o caso da BMW, da Volkswagen, da Renault, da Bosch, da Continental e da Panasonic Automotive. O Mobility Lab, segundo a Capgemini Engineering, irá contribuir "para alavancar a posição de Portugal no topo da cadeia de valor da mobilidade sustentável e transformar o país numa referência na condução autónoma segura e do transporte sustentável à escala mundial".

"O Mobility Lab surge no âmbito da revolução que a indústria automóvel está a viver desde o início deste século com a explosão das tecnologias móveis, o crescimento da conectividade e a emergência das novas tecnologias, bem como o surgimento dos smart cars", explicou Bruno Coelho, membro do comité executivo e responsável pela área de R&D da Capgemini Engineering, revelando que o centro começou a ser pensado há cerca de dez anos.

Situado na Rua de Serpa Pinto, em frente ao rio Douro, no novo espaço vão ser testadas soluções e aplicações de software para a indústria automóvel, que depois podem ser aplicadas em projetos concretos. Destacam-se, por exemplo, soluções de condução autónoma ou de verificação e validação automáticas com recurso a inteligência artificial.

"Para conseguirmos fazer todo o software que o carro tem, não podemos usar as mesmas tecnologias e as mesmas formas de trabalho do passado. Temos de usar as do futuro. Aqui, investigamos como é que podemos fazer as funções do carro com um hardware mais de futuro e estudamos como é que fazemos o código mais rápido e seguro. É um sítio seguro, onde falhar não tem problema desde que vamos sempre acumulando a experiência dos falhanços passados para novos projetos. As pessoas vêm para aqui trabalhar em coisas que nunca ninguém fez", referiu Bruno Coelho.

O centro de investigação vai permitir ainda, em parceria com universidades e politécnicos, o desenvolvimento de teses e projetos de estágio de recém-formados. "Há muita tecnologia que estamos a fazer agora que pouca gente sabe porque ainda não foi posta em prática e há muita tecnologia que nós queremos começar a estudar que ainda nem sequer existe. Só conseguimos fazer isto com as universidades e com parceiros", afirmou.

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