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Lançados dois selos para assinalar os 200 anos da liberdade de Imprensa

Lançados dois selos para assinalar os 200 anos da liberdade de Imprensa

O Museu Nacional da Imprensa, em parceria com os CTT, lançou dois selos e um bloco filatélico para assinalar os 200 anos da primeira lei da liberdade de Imprensa, promulgada por D. João VI a 12 de julho de 1821. Foi ainda criado um carimbo especial para o dia, sendo que os selos e o bloco podem ser adquiridos nas lojas CTT espalhadas por todo o país.

"Em 12 de julho de 1821, o rei D. João VI tinha acabado de chegar a Lisboa e foi promulgar o decreto da liberdade de imprensa que tinha sido aprovado a 4 de julho pelas Cortes. Mas, para nós, isto não é apenas uma evocação histórica. Serve para sublinhar também a importância da liberdade de imprensa numa altura em que há uma cerca fragilização da democracia com a existência dos riscos da desinformação. Mais do que uma evocação histórica é também um momento de reflexão sobre a constante importância da liberdade de imprensa para salvar a democracia. A liberdade de imprensa faz parte da respiração democrática. Sem a liberdade de imprensa, nós asfixiamos", referiu ao JN Luís Humberto, diretor do Museu Nacional da Imprensa.

Os dois selos verticais, produzidos com material iconográfico do museu, têm uma tiragem de 75 mil exemplares cada um e um valor facial que oscila entre os 75 e os 84 cêntimos. Já o bloco filatélico, desenhado por André Carrilho e com uma tiragem de 35 mil exemplares, tem um custo de 2,50 euros.

Além dos selos agora lançados, no Museu Nacional da Imprensa está ainda patente uma exposição sobre o "Bicentenário da Liberdade de Imprensa". Inaugurada em abril deste ano, a exposição tem a curadoria de Luís Humberto e assenta numa perspetiva dinâmica, com a incorporação progressiva de novas peças até setembro. Esta segunda-feira, foi acrescentada uma vitrina com livros censurados.

A mostra, dividida em oito grupos temáticos, pode ser visitada de segunda-feira a domingo, a partir das 14.30 horas. "Nesta exposição temos vários processos ilustrativos destes 200 anos em que se apresentam várias peças que foram alvo de censura, bem como vários períodos em que houve mais e menos liberdade", explicou Luís Humberto.

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