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Legionela: Autoridade de saúde acredita que a Longa Vida é o foco

Legionela: Autoridade de saúde acredita que a Longa Vida é o foco

As autoridades de saúde acreditam que as torres de refrigeração da Longa Vida, em Perafita, são o foco do surto de legionela nos concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim.

A Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte) quebrou o silêncio para dizer que, desde que, a 10 de novembro, foram desligadas as torres da empresa do grupo Nestlé "não ocorreu nenhum novo caso" e os dois únicos que deram entrada nos hospitais eram "doentes, cujo início de sintomas se verificou na primeira quinzena de novembro".

"Desde que foi suspenso o funcionamento das referidas torres de refrigeração, verificou-se uma diminuição acentuada do número de casos de doença dos legionários, na referida área geográfica", afirma, em comunicado, a ARS/Norte.

A ARS/Norte esclarece ainda que, desde que surgiu o primeiro caso - a 29 de outubro -, as autoridades de saúde Póvoa de Varzim/Vila do Conde e Matosinhos desenvolveram "a investigação epidemiológica e ambiental, de acordo com as normas e orientações da Direção-Geral da Saúde".

Na sequência dessa investigação, e "como medida cautelar", foi suspenso o funcionamento das torres da Longa Vida, que, esclarece, ainda se mantém.

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A ARS/Norte não diz se já tem resultados que permitam estabelecer uma relação entre a presença da bactéria nas torres de refrigeração do centro de distribuição da empresa do grupo Nestlé e a origem do surto, mas explica que, volvidos 14 dias (o período de incubação da doença), não surgiu nenhum novo caso e os dois únicos que deram entrada nos hospitais - um no fim de semana passado no Hospital Pedro Hispano (Matosinhos) e outro na passada quinta-feira no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde (CHPV/VC) - eram doentes que tinham já sintomas desde a primeira quinzena de novembro.

Sendo a legionela uma bactéria mais ou menos comum que, em média, atinge cerca de 200 pessoas por ano em Portugal, a ARS/Norte explica ainda que "é expectável que surjam novos casos, não associáveis a este cluster".

Garante ainda que está "atenta" e tomará "as medidas adicionais que se revelem necessárias ao controlo da situação".

Desde o início do surto, já foram identificados 88 casos de doença dos legionários nos três concelhos. Dez pessoas morreram e 12 continuam internadas nos hospitais Pedro Hispano (5) e S. João, no Porto (4) e no CHPV/VC (3).

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