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Matosinhos

Legionela: torres de refrigeração de fábrica da Longa Vida desativadas

Legionela: torres de refrigeração de fábrica da Longa Vida desativadas

Já está identificado um dos focos suspeitos de estar na origem do surto de legionela que está a afetar os concelhos de Matosinhos, Vila do Conde e Póvoa de Varzim. É o centro de distribuição da Longa Vida em Perafita, Matosinhos.

A empresa do grupo Nestlé confirma que, por ordem da delegação de saúde, desligou as suas torres de refrigeração, indicando estar a colaborar com as autoridades de saúde para que "a situação possa ser rapidamente esclarecida".

"Cumprindo as indicações da autoridade de saúde e na sua presença, a título preventivo, a Longa Vida desligou de imediato as suas torres de refrigeração", diz, em comunicado, a empresa, que, apesar da desativação das torres, continua a laborar.

A marca do grupo Nestlé garante ainda que efetua "todos os controles exigidos por lei às suas torres de refrigeração".

A Longa Vida é, assim, um dos locais suspeitos. O outro permanece ainda por identificar.

Na terça-feira, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/Norte) anunciou que, como medida cautelar, tinha sido suspenso, na passada quinta-feira, "o funcionamento das torres de refrigeração de duas indústrias do concelho de Matosinhos", que, nas primeiras análises, testaram positivo à legionela. A ARS/Norte recusa avançar mais pormenores. Resta, agora, aguardar pelas análises comparativas com as secreções dos doentes. Só assim será possível comparar estirpes da bactéria e determinar com exatidão qual o foco de infeção. Os resultados só deverão ser conhecidos amanhã ou sexta-feira.

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A ARS/Norte garante que a saúde continua a "investigar" e que a dispersão geográfica dos casos é "compatível com uma fonte ambiental" - descartando a hipótese das redes de água para consumo -, potenciada "pelas alterações climáticas da depressão Bárbara", que assolou Portugal a 19 e 20 de outubro.

Hoje há mais três novos casos, elevando para 75 o número de infetados. Vinte pessoas estão internadas nos hospitais Pedro Hispano (Matosinhos) e S. João (Porto) e no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde. Nove morreram.

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