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Leite Campos nunca chamou "aldrabões" a quem recebe apoios sociais

Leite Campos nunca chamou "aldrabões" a quem recebe apoios sociais

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse esta quarta-feira ser "inteiramente falso" que Diogo Leite Campos tenha chamado "aldrabões" a quem recebe apoios sociais e pediu que a campanha eleitoral se faça "com elevação".

O dirigente do PS e secretário de Estado da Segurança Social Pedro Marques acusou, terça-feira à noite, o vice-presidente do PSD Diogo Leite Campos de "chamar aldrabões a mais de um milhão de portugueses" que recebem prestações sociais.

Questionado pelos jornalistas, durante uma visita à Santa Casa da Misericórdia do Montijo, Pedro Passos Coelho afirmou que "isso não é verdade, isso é inteiramente falso", acrescentando que espera "que todo o período que vai decorrer daqui até à campanha eleitoral se faça com elevação e com correcção política".

Em causa estão declarações de Diogo Leite Campos na terça-feira, numa conferência, em Lisboa, nas quais defendeu que o Estado deve atribuir apoios sociais através de cartão de débito para assegurar que não são atribuídos para uma coisa e gastos noutra.

"O dinheiro não é do Estado, é nosso. Quem paga somos nós. Nós, contribuintes, temos direito a ter a certeza que o nosso dinheiro é bem entregue. Eu estou disposto a pagar 95% do que ganho para subvencionar os outros, mas quero ter a certeza que é bem empregue, e que não vai parar ao bolso de aldrabões", disse, na altura, o vice-presidente do PSD.

Segundo Passos Coelho, houve "um jornalista que atribuiu aquilo que não era devido" a Diogo Leite Campos e "o próprio jornal que publicou essas supostas declarações corrigiu-as e corrigiu-as bem e rapidamente", porque o vice-presidente do PSD nunca chamou "aldrabões" aos portugueses que recebem apoios sociais.

"Eu espero sinceramente que todos aqueles que estão à espera de criar pequenos casos e incidentes à volta de coisas que não existem e que não existirem não se precipitem, porque nós precisamos de tudo menos de mais ruído à volta da comunicação política", considerou o presidente do PSD.

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