Covid-19

Ler e fazer crochet: como superar a espera para a vacina no Porto

Ler e fazer crochet: como superar a espera para a vacina no Porto

No Centro de Vacinação do Cerco, no Porto, as filas para a vacinação contra a covid-19 são longas e a espera demorada. Sentados no chão, em pé, entre leituras e até a fazer crochet, os utentes encontram estratégias para passar o tempo. Apesar de em alguns casos a espera ter sido superior a duas horas, o JN não encontrou desistências.

No Cerco, às 15.56 horas, ouve-se "14 e 35 horas, pode entrar". Patrícia, de 38 anos, tinha vacina marcada paras as 16.20 horas, mas decidiu chegar mais cedo. "Mas não vale a pena", comentou ao JN. Ainda assim, e apesar de ter algum receio dos efeitos secundários, pretende esperar para se proteger contra a covid-19.

José Ferreira optou por chegar apenas à hora marcada pelo SMS, 15.02 horas. Já com quase uma hora de espera, lê a revista "Notícias Magazine", enquanto aguarda pela primeira dose da vacina. Com 39 anos, acredita que a vacinação é a solução para travar a pandemia.

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Na outra zona do Centro, Laura Silva espera sentada no passeio pelo marido, que foi chamado para tomar a segunda dose da vacina AstraZeneca. "Mandaram-lhe uma mensagem para vir sem marcação, veio logo. Já cá estamos há uma hora e meia", diziam ao JN, à espera que os chamassem.

Luísa tem 53 anos, lê um livro em pé enquanto espera pela vez. Comenta que o cenário no centro é semelhante ao dia em que ali foi fazer a primeira toma. São 16 horas e a vacina "devia ter sido às 14.30 horas". Isabel, também de 53 anos, decidiu chegar mais cedo, por isso passa o tempo a fazer crochet, sentada no passeio.

Apesar do tempo de espera, as pessoas aguardam tranquilamente pela vez, compreensivas com a demora. Querem estar protegidas do vírus.

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