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Líder comunista retira "engraçadinha" se alguém no BE "enfiou a carapuça"

Líder comunista retira "engraçadinha" se alguém no BE "enfiou a carapuça"

O líder comunista afirmou, esta terça-feira, retirar o que disse na noite eleitoral sobre a hipótese de apresentar uma candidatura "mais engraçadinha, com discurso ajeitadamente populista", caso alguém no BE tenha "enfiado a carapuça".

Na conferência de imprensa sobre as conclusões da reunião do Comité Central do PCP, Jerónimo de Sousa foi confrontado com as próprias declarações na noite de domingo. "Nós podíamos apresentar um candidato ou uma candidata assim mais engraçadinha... que fosse fácil, com um discurso ajeitadamente populista, pudesse aumentar o número de votos", dissera.

"Não foi bem, não estava a pensar em ninguém em concreto, se alguém se sentiu ofendido retiro o que disse, já cá não esta quem falou. Se essa interpretação persistir já cá não está quem falou... foi uma imagem em sentido geral... parece que alguém enfiou a carapuça, se assim entendem, fiquem descansados, que eu retiro o que disse", afirmou.

A candidata presidencial do BE, Marisa Matias, alcançou a terceira posição, com 10% dos votos, atrás do ex-reitor da Universidade de Lisboa Sampaio da Nóvoa e à frente da antiga presidente do PS Maria de Belém (4,2%) e do concorrente apoiado pelo PCP, Edgar Silva (4%), enquanto o ex-presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa vai ser o quinto Presidente da República (52%) desde 1976.

O secretário-geral do PCP reconheceu, após reunião do Comité Central, que o pior resultado de um candidato presidencial comunista, domingo, resultou da adesão ao concorrente Sampaio da Nóvoa e da anunciada vitória de Marcelo Rebelo de Sousa.

"Nestas eleições, o objetivo declaradamente assumido de derrotar o candidato de PSD/CDS e colocar na Presidência quem contribuísse para a defesa e cumprimento da Constituição foi entendido por muitos democratas e patriotas como uma expressão do seu voto na candidatura de Sampaio da Nóvoa na primeira volta, antecipando aquilo que apenas se colocaria na segunda volta, afetando assim o resultado de Edgar Silva", disse Jerónimo de Sousa.

O líder comunista acrescentou ainda que os escassos 4% obtidos por Edgar Silva também se deveram à "insistente proclamação da vitória de Marcelo Rebelo de Sousa à primeira ou segunda volta", a qual terá contribuído para "conduzir à abstenção de muitos milhares de eleitores".

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