Conselho Nacional

Líder do CDS aceita voto secreto por não ter "nenhum receio" dos militantes

Líder do CDS aceita voto secreto por não ter "nenhum receio" dos militantes

Francisco Rodrigues dos Santos, presidente do CDS-PP, aceita que a moção de confiança que apresentou seja votada de forma secreta no Conselho Nacional, como pretendiam os partidários de Adolfo Mesquita Nunes.

O líder democrata-cristão não deixou, contudo, de criticar "muitos daqueles que advogam o voto secreto": "Sou favorável ao voto secreto em toda a sua dimensão. Ao contrário de muitos, não tenho os militantes do CDS como cobardes ou traidores".

Rodrigues dos Santos garantiu não ter "nenhum receio do exercício do voto dos militantes". No entanto, argumentou que o CDS sempre teve gente que "deu a cara" por aquilo em que acredita - posição que pode ser lida como uma preferência tácita pelo modelo de voto nominal, em que cada militante é chamado a votar.

A motivar esta intervenção de Rodrigues dos Santos estavam as críticas de Mesquita Nunes e de vários dos seus apoiantes. Estes pretendiam que o Conselho Nacional seguisse a indicação do Conselho Jurídico do partido e votasse a moção de forma secreta.

Sem nunca referir nomes, Rodrigues dos Santos visou por várias vezes Mesquita Nunes. Numa primeira ocasião, disse que não vai "alternando entre estar no partido e estar lá fora"; noutra, referiu: "Eu conheço os militantes e sei os nomes deles. Não apareci agora para ser candidato a candidato".

PUB

Rodrigues dos Santos afirmou também que "muitos dos que advogam o voto secreto aceitaram, durante anos, que as votações do Conselho Nacional fossem feitas por braço no ar", mostrando-se ainda confiante de que a moção de confiança que apresentou seja aprovada, independentemente de o método usado ser o voto nominal ou o secreto.

Mesquita Nunes, recorde-se, anunciou, durante a tarde, que se retirava da reunião do Conselho Nacional, devido à questão do voto secreto. No entanto, na sequência da intervenção de Rodrigues dos Santos, voltaria atrás nessa decisão.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG