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Líder do CDS aceitará "ponderar" congresso após as autárquicas

Líder do CDS aceitará "ponderar" congresso após as autárquicas

O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, aceitará "ponderar" a organização de um congresso após as eleições autárquicas de setembro/outubro. No entanto, critica o "pequeno grupo" de opositores internos que diz apenas estar unido pela "vontade urgente" de o derrubar.

"O meu lugar é dos militantes e está sempre à sua disposição. Se, a seguir às eleições autárquicas, estiverem na disposição de ponderar a realização de um congresso, saibam que não me oporei a que essa discussão tenha lugar", afirmou Rodrigues dos Santos, este sábado, na apresentação da moção de confiança que propôs ao Conselho Nacional.

O dirigente máximo do CDS afirmou, contudo, ser um "institucionalista", razão pela qual considerou que "não se fazem balanços a meio de um mandato". No seu entender, os portugueses "não entenderão que, na altura da mais grave crise de saúde pública que enfrentamos, o CDS esteja dividido em guerras, empenhado em provocar a precipitação de um congresso no atual contexto do país, quando tem órgãos democraticamente eleitos".

Rodrigues dos Santos também fez um 'mea culpa' acerca de alguns aspetos da sua presidência, que teve início em janeiro de 2020: "Assumo com humildade que cometi erros e que nem tudo correu da maneira como gostaria", considerou, embora tenha acrescentado que sente ter "condições para fazer mais e melhor".

Acusou Mesquita Nunes de ter "abandonado" CDS após mau resultado

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O líder democrata-cristão apontou também a mira a Adolfo Mesquita Nunes, que pretende disputar a liderança num congresso extraordinário. "A minha liderança não está nem nunca esteve preocupada com agendas pessoais, vaidades políticas ou taticismos internos", atirou.

"Não abandonei o meu partido depois do pior resultado eleitoral da sua história", prosseguiu Rodrigues dos Santos. Em nova investida a Mesquita Nunes, referiu nunca ter feito "cálculos de algibeira" no sentido de colocar a sua vida pessoal à frente do partido.

O presidente do CDS argumentou que a sua direção teve de "começar a reerguer um partido que o rumo anterior deixou arruinado financeiramente, desacreditado e à mercê da concorrência de novas forças políticas". Sobre essa "gestão fracassada", disse que o partido nunca ouviu "uma única explicação".

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