Paulo Rangel

Líder do PSD tem de "estar legitimado" para ir a eleições

Líder do PSD tem de "estar legitimado" para ir a eleições

Paulo Rangel lança objetivos da candidatura ao PSD com recados a Rio e muitas críticas a Governo de António Costa.

Num momento em que se adivinha uma crise política, caso o Orçamento de Estado não seja viabilizado, o candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel, sustenta que não basta estar preparado para um combate eleitoral antecipado. É preciso "estar legitimado para concorrer" nas próximas eleições legislativas. O recado, deixado a Rui Rio, seu "competidor" e atual líder do Partido Social Democrata, não foi o único, embora o principal alvo do eurodeputado na tarde de ontem tenha sido António Costa.

"Aceito qualquer calendário, haja ou não haja crise. Estamos totalmente preparados. E, mais do que preparados, estamos ferreamente mobilizados. Agora, há algo que tem de ficar claro: o líder do PSD não tem apenas de estar preparado para eleições legislativas antecipadas. Também precisa de estar legitimado para concorrer", declarou Paulo Rangel, ontem no Porto, onde apresentou os objetivos da sua candidatura à liderança do PSD, reunindo o apoio de figuras, como o autarca Ricardo Rio, Margarida Balseiro Lopes e o antigo ministro Amândio de Azevedo.

Com a mira afinada ao Governo socialista, o eurodeputado falou do "caos na Saúde", no atraso da implementação da 5G e acusou o Executivo de António Costa de atropelar a Concertação Social por um"prato de lentilhas do Orçamento".

O peso dos impostos na energia numa altura de escalada de preços deixa adivinhar que as "famílias e as empresas vão ter um inverno, que não vai ser do nosso descontentamento, vai ser o inverno do nosso congelamento". E, lembrando as palavras de Rui Rio na passada sexta-feira, que se confessou "melhor" quando picado, Rangel especificou que a única coisa que o espicaça é a "fraca governação" socialista.

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