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Líder dos liberais é o único acima da linha de água

Líder dos liberais é o único acima da linha de água

Na taxa de rejeição, ninguém bate o comunista Jerónimo de Sousa. Nem o radical de Direita André Ventura.

O liberal João Cotrim de Figueiredo é o único sobrevivente à vaga de avaliações negativas aos líderes partidários. Fica em primeiro lugar, com saldo positivo de seis pontos. António Costa afunda-se, a exemplo do seu Governo e do seu partido, enquanto Luís Montenegro continua um ponto abaixo da linha de água, sem causar irritação, mas também sem entusiasmar. Mas, no que diz respeito a rejeição, desde a invasão da Ucrânia pela Rússia que ninguém bate o comunista Jerónimo de Sousa.

O secretário-geral do PCP até melhora ligeiramente face ao barómetro de julho, mas fica com um saldo negativo de 44 pontos. Mesmo entre os que votam na CDU, cerca de um quarto dão-lhe avaliação negativa. O seu companheiro do fundo da tabela, André Ventura (saldo negativo de 31 pontos), não tem o mesmo problema: a percentagem de eleitores do Chega que lhe dá nota negativa é residual.

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Quando se analisam os diferentes segmentos em que se divide a amostra percebe-se que o comunista atinge o máximo de rejeição na Área Metropolitana de Lisboa, enquanto o radical de Direita desce ao fundo no Porto. E que ambos são criticados, em particular, pelos eleitores mais velhos (em todos os casos referidos estão acima dos 60% de avaliações negativas).

Campeonato da indiferença

Analisando os resultados do único líder com saldo positivo, João Cotrim de Figueiredo, fica claro que isso também se deve, em larga medida, à relativa indiferença com que é avaliado: 56% dos inquiridos ou o avalia como "assim-assim" ou nem sequer dá opinião. Mas o liberal nem é o pior no campeonato da indiferença. Quem lidera é Rui Tavares (64%), do Livre, seguido de Nuno Melo (61%), do CDS, e Inês Sousa Real (57%), do PAN.

Luís Montenegro sofre de um problema semelhante, uma vez que 54% não têm do social-democrata uma opinião nem boa, nem má. Quando se analisam as respostas das diferentes faixas etárias, percebe-se que o melhor resultado do líder do PSD é entre os que têm 65 ou mais anos (tanto na percentagem de avaliações positivas como no saldo positivo de nove pontos). O rival socialista, que foi sempre o grande campeão dos mais velhos, sofre um revés: o saldo de António Costa entre os pensionistas é de 14 pontos negativos e são também estes os que lhe dão mais avaliações negativas (46%).

Se o ângulo mudar para a geografia, Luís Montenegro consegue um saldo positivo nas regiões Norte e Centro, e os piores resultados nas áreas metropolitanas do Porto e de Lisboa (saldos negativos de dez pontos). Mas António Costa não se fica a rir, nem sequer nas grandes metrópoles, porque também é aqui que tem os seus piores resultados (saldos negativos de 17 pontos).

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