Coronavírus

Lisboa abre quarto centro de apoio a sem-abrigo

Lisboa abre quarto centro de apoio a sem-abrigo

Foi inaugurado, esta quarta-feira de manhã, o quarto centro de acolhimento de emergência para sem-abrigo em Lisboa, no pavilhão do Clube Nacional de Natação.

O centro de apoio já acolheu, esta noite, 17 pessoas que vivem na rua, mas tem capacidade para receber 40 pessoas em situação de sem-abrigo.

No pavilhão, que estará aberto 24 horas por dia, será feita uma triagem na medição da temperatura corporal e uma entrevista para despistar outros sintomas associados ao covid-19. As pessoas podem aceder a higiene pessoal, um banco de roupa, dormida e quatro refeições diárias.

"Desde que esta pandemia foi conhecida e começou a atingir o nosso país tivemos uma preocupação muito grande com os mais desfavorecidos. Ao mesmo tempo que são socialmente os mais frágeis são também aqueles que têm risco acrescido de contrair o vírus e, dessa forma, também de passar a outras pessoas e ter impacto no Serviço Nacional de Saúde. Foram razões de dignidade humana, mas também de saúde pública e de apoio à saúde de todos", sublinhou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, esta manhã, numa visita ao espaço.

O vereador dos Direitos Sociais, Manuel Grilo, também presente, assegurou que tem sido feita "uma triagem rigorosa com medição da temperatura corporal e uma pequena entrevista à entrada por profissionais de saúde, garantindo que não há contágio lá dentro".

Manuel Grilo reconheceu que tem havido dificuldade "em mobilizar enfermeiros em rotação", mas, apesar disso, têm conseguido garantir respostas. "Conseguimos sempre ter enfermeiros que fazem uma triagem na medição da temperatura corporal com termómetros de infravermelhos, que não tocam nas pessoas, e entrevista para despistar outros sintomas associados ao Covid-19", notou.

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Desde o início da pandemia, a Câmara de Lisboa já abriu outros três pavilhões com funções semelhantes - o Pavilhão Municipal Casal Vistoso, o Pavilhão da Tapadinha e a Casa do Lago - para acolher esta população mais vulnerável. Todos estarão abertos enquanto a crise pandémica durar

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