Covid-19

Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra não avançam no desconfinamento

Lisboa, Braga, Odemira e Vale de Cambra não avançam no desconfinamento

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, anunciou esta quarta-feira que os concelhos de Lisboa e Braga não vão avançar para a próxima fase de desconfinamento devido ao número de casos de covid-19. O mesmo vai acontecer em Vale de Cambra e Odemira, revelou a ministra Mariana Vieira da Silva. Albufeira, Alcanena, Arruda dos Vinhos, Cascais, Loulé, Paredes de Coura, Santarém, Sertã, Sesimbra e Sintra ficam em estado de alerta.

Em Braga, no final de uma visita ao hospital local, Lacerda Sales disse aos jornalistas que aqueles concelhos vão manter-se no estado em que se encontram atualmente. "Não vão avançar, não vão recuar, vão-se manter na situação em que estão", afirmou. mais tarde, a ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Mariana Vieira da Silva, anunciou que são quatro os concelho que permanecem na fase atual: Lisboa, Braga Odemira e Vale de Cambra.

Na terça-feira, durante o habitual espaço de comentário na TVI24, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, já tinha dito que o concelho não avançaria para a fase seguinte do desconfinamento.

Fernando Medina considerou que a cidade "está numa situação que não é fácil", uma vez que "o número de casos [do covid-19] excedeu o patamar dos 120 [contágios por 100.000 habitantes]". Durante a última semana, o número de infeções na capital "continuou a progredir, embora a um ritmo mais lento".

Hoje, em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, disse que já era expectável que o concelho não avançasse, face ao número de casos de infeção registados nas últimas semanas.

Segundo o autarca, o número de casos no concelho por 100 mil habitantes ultrapassa os 170.

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Nos últimos dias, o número de novos casos diários tem andado à volta dos 20.

"Nenhuma surpresa [no não avanço do desconfinamento]. Braga já estava a registar um número de ocorrências que nos punha acima deste patamar de forma sustentada", referiu o autarca.

No Conselho de Ministros de quarta-feira passada, o Governo decidiu manter a atual matriz de risco, mas passa a diferenciar os territórios de baixa densidade populacional, em relação aos restantes, que só recuam no desconfinamento se excederem o dobro do limiar de risco atualmente fixado.

Assim, os territórios de baixa densidade populacional só recuam no desconfinamento se excederem o dobro do limiar de risco atualmente fixado, ou seja, em vez de 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes passam para 240 casos por 100 mil habitantes.

A atual matriz de risco é composta por dois critérios: o índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-Cov-2, que provoca a doença covid-19, e a taxa de incidência de novos casos de infeção por 100 mil habitantes a 14 dias, indicadores que têm servido de base à avaliação do Governo sobre o processo de alívio das restrições iniciado a 15 de março.

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