Covid-19

Lisboa e Vale do Tejo é a única região do país com R(t) inferior a 1

Lisboa e Vale do Tejo é a única região do país com R(t) inferior a 1

Lisboa e Vale do Tejo é a única região do país que apresenta um índice médio de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-Cov2 abaixo de 1, o que indica um "aumento da incidência" da covid-19.

De acordo com o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução do número de casos de covid-19 em Portugal, os resultados "indicam uma tendência crescente de novos casos a nível nacional e em todas as regiões, à exceção de Lisboa e Vale do Tejo".

De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira, o R(t) - que se refere ao número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infetada - está acima de 1 a nível nacional há 15 dias, tendo variado entre os 1,01 e os 1,08 nesse período, estando atualmente nos 1,05.

Por regiões, o INSA adiantou ainda que foi estimado um R(t) de 1,11 para o Norte, de 1,05 para o Centro, de 0,96 para Lisboa e Vale do Tejo, de 1,13 para o Alentejo, de 1,07 para o Algarve, de 1,41 para os Açores e de 1,22 para a Madeira.

O relatório refere também que todas as regiões do continente, com exceção do Algarve, apresentam uma taxa de incidência acumulada de novos casos da doença abaixo ou igual a 120 casos por 100 mil habitantes.

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Neste indicador, o Norte apresenta uma taxa de 64,9, o Centro de 49,9, Lisboa e Vale do Tejo de 69,8, o Alentejo de 84,9, o Algarve de 131,4, os Açores de 148,7 e a Madeira de 169,9.

Estes indicadores - o índice de transmissibilidade do vírus e a taxa de incidência de novos casos de covid-19 - são os dois critérios definidos pelo Governo para a avaliação continua que está a ser feita do processo de desconfinamento que se iniciou a 15 de março e que prossegue segunda-feira com a terceira de quatro fases na generalidade do território continental.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, reconheceu que o R(t) teve uma evolução negativa desde o início do processo de desconfinamento, em março, e que se aproxima do "lado perigoso" da matriz de avaliação.

"O ritmo de transmissão, infelizmente, não tem tido uma boa evolução. Tínhamos um R de 0,78 em 9 de março e hoje [quinta-feira] estamos em 1,05. Estamos a dirigir-nos para o lado perigoso desta matriz", afirmou António Costa em conferência de imprensa após o Conselho de Ministros que decidiu o avanço para a próxima fase do desconfinamento.

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