Covid-19

Lisboa "talvez já esteja no pico" da quarta vaga, diz Temido

Lisboa "talvez já esteja no pico" da quarta vaga, diz Temido

Admitindo que Lisboa possa estar no pico de uma nova vaga da pandemia, a ministra da Saúde disse que são precisos os dados dos próximos dias para se ter a certeza de que "a fase pior" já passou.

Numa visita ao centro de vacinação em Oeiras, esta sexta-feira, Marta Temido admitiu a hipótese de a capital do país estar já a passar pelo pico de uma quarta vaga, reconhecendo, no entanto, ser necessária mais informação: "Em Lisboa, talvez neste momento estejamos no pico, mas precisamos dos dados dos próximos dias para ter a certeza de que passámos a fase pior."

A governante advertiu, no entanto, que, mesmo que o cenário se confirme, é preciso continuar a apostar nas medidas de precaução básicas, como a utilização de máscara, o distanciamento físico e a higienização das mãos, que "não são muito exigentes" face à segurança que dão.

Acompanhada pelo coordenador nacional da "task-force" responsável pela vacinação contra a covid-19, o vice-almirante Gouveia e Melo, e pelo presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, com quem visitou hoje três centros de vacinação, Marta Temido elogiou a "força de trabalho incansável nesta campanha". "Neste momento estamos a registar bem mais do que 120 mil doses por dia e neste centro têm sido três mil doses, por dia, nos últimos dias. Isto envolve muitas manobras, muitas pequenas ações, para que todos possam ser vacinados", explicou, indicando que "se não fosse a vacinação, o risco de transmissão e a incidência estariam muito superiores".

Quanto ao novo indicador de avaliação do estado da pandemia, apresentado pela Ordem dos Médicos na quarta-feira, a ministra disse que "todos os indicadores que são referidos por peritos estão neste momento a ser considerados", não descartando eventuais alterações ao quadro de análise do Governo depois da reunião no Infarmed no próximo dia 27. "Numa fase inicial, os peritos referiram que os dois indicadores de risco de transmissibilidade efetivo (Rt) e incidência cumulativa eram aqueles que nos davam uma leitura mais rápida e concreta da realidade. Os outros indicadores são complementares. A matriz de alguma forma já reflete aquilo que são os outros indicadores", acrescentou.

Sobre a carta aberta escrita por duas dezenas de profissionais de saúde que apelam a que não haja um regresso ao confinamento, a ministra assegurou que Portugal já tem um conjunto de medidas adaptadas à situação: "Leio esta carta como um apelo a todos nós para mantermos as medidas que neste momento estamos a praticar. O que ela nos diz é que nesta fase, apesar de estarmos a ver o número de casos ainda com uma incidência persistente, talvez possamos conseguir controlar os números".

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