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Livre ataca "candidato do sistema", Ventura critica "programa irresponsável"

Livre ataca "candidato do sistema", Ventura critica "programa irresponsável"

André Ventura foi acusado esta quarta-feira de ser "o candidato do sistema" e de recuperar uma máxima salazarista. Por sua vez, criticou Rui Tavares por apresentar nestas eleições "o programa mais irresponsável que já viu na vida" e "mais anacrónico", por prever subsídio de desemprego para quem se despede, e também "ridículo" por defender a nacionalidade portuguesa para todos aqueles que nascerem neste país.

Num aguerrido confronto televisivo entre o Chega e o Livre, na CNN Portugal, André Ventura e Rui Tavares atacaram-se mutuamente durante todo o debate, praticamente esquecendo os outros adversários.

Rui Tavares disse que o voto "mais claro" é no Livre porque "não está a chantagear o eleitorado para ter poder absoluto" nem "na dúvida entre ser a Esquerda da intransigência ou da convergência".

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Acusou Ventura de ser "o candidato do sistema apadrinhado por primeiro-ministros e ministros de governos anteriores, clubes de futebol e alguma comunicação social mais sensacionalista". Além disso, acusou-o de recuperar uma máxima do Estado Novo por ter como lema "um novo regime democrático, Deus, pátria e família".

Já o líder do Chega respondeu que reúne 10% dos votos "e não há 10% de fascistas e racistas no país", para defender que essa questão está ultrapassada e que "Salazar não vai ressuscitar amanhã". E insistiu que será a terceira força nas legislativas.

Ventura acusou ainda o Livre de irresponsabilidade por prever que "quem não quer trabalhar, despede-se e recebe subsídio".

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