Debate

Livre e Iniciativa Liberal discutem qual o melhor modelo económico

Livre e Iniciativa Liberal discutem qual o melhor modelo económico

Proposta do Livre sobre Rendimento Básico Incondicional conquistou espaço nos debates. Inciativa Liberal considera que é "locura absoluta"

Do ambiente à habitação, do crescimento económico à carga fiscal. Uma troca de ideias entre Livre e Iniciativa Liberal (IL), na SIC Notícias, que põe frente a frente dois modelos diferentes de crescimento económico. O debate entre João Cotrim de Figueiredo e Rui Tavares foi cordial e civilizado, e o último debate com a participação do candidato do Livre.

Para Rui Tavares o país precisa de diminuir a burocracia estatal, tornar a "economia mais especializada" e apostar na descarbonização. Portugal deve ter ainda uma palavra a dizer a todos os micro-empreendedores para que "lhes sejam dadas asas para dar dinamismo à nossa economia e sociedade". Cotrim de Figueiredo ficou "sem perceber onde é que o Livre se posiciona" no crescimento económico, disse. Depois de rejeitar o uso da expressão "emergência climática", explicou que "a verdadeira emergência é a emergência da estagnação, é a emergência dos salários baixos, a emergência da falta de oportunidades em Portugal". Rui Tavares acusou a IL de adequar os factos à ideologia.

Livre quer mais apoios, IL pede menos Estado

Para a IL, "só fazendo a economia crescer é possível dar resposta as necessidades de correção dos desequilíbrios ambientais". Cotrim de Figueiredo diz que "é necessário pôr o crescimento económico à frente"
O Rendimento Básico Incondicional voltou a ser tema. O Livre propõe no seu programa um teste piloto do RBI, sem dizer quanto custaria aos cofres do Estado. Mas uma coisa sabe: "custam um centésimo da fezada que a IL" tem no crescimento económico, atirou Rui Tavares. Para o líder Liberal, "um programa eleitoral não é um laboratório". "O RBI ou é uma loucura absoluta, ou é uma mesada", conclui Cotrim de Figueiredo.

Ainda houve tempo para falar da habitação. Rui Tavares considera que é necessário dar apoio aos jovens que não conseguem ter acesso ao crédito à habitação. Propõe uma "comparticipação para entrada no empréstimo", que seria devolvida a 5 anos. Para a IL, a solução dos preços altos está no Estado: todos os imóveis desocupados e os terrenos do Estado têm de ir para o mercado, disse o líder da Iniciativa Liberal.

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