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Louçã admite apoiar Helena Roseta a Lisboa

Louçã admite apoiar Helena Roseta a Lisboa

O líder do Bloco de Esquerda admitiu apoiar uma candidatura independente da actual vereadora independente Helena Roseta (ex-PS) à Câmara de Lisboa, nas autárquicas do próximo ano. Sem querer "pôr a carroça à frente dos bois", Francisco Louçã afirmou que qualquer entendimento entre bloquistas e Roseta "depende do trabalho, do diálogo".

Louçã evitou, no entanto, pronunciar-se especificamente sobre a possibilidade de vir a apoiar a ex-socialista.

Na conferência de imprensa, em Lisboa, para apresentar a moção que apresenta à V Convenção Nacional do BE, em Fevereiro de 2009, Louçã explicou que a "regra geral" é o partido concorrer sozinho, admitindo excepções.

Essas excepções admitem apoiar candidaturas de movimentos independentes, com "trabalho e programas concretos de oposição".

É o caso, admitiu, da vereadora Helena Roseta, que tem "um movimento forte em Lisboa, uma oposição com propostas e que tem uma preocupação com os problemas dos lisboetas".

O líder e deputado bloquista lembra que no próximo dia 14 de Dezembro Roseta é uma das convidadas para um fórum de debate, em que também participará o socialista Manuel Alegre, para falar sobre a política nas cidades.

No texto da moção, que com outros dirigentes como Luís Fazenda, Helena Pinto, Mariana Aiveca apresenta à convenção, defende-se que o BE se apresente sozinho às eleições para aumentar o número de eleitos.

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"Nos casos em que movimentos independentes com expressão local tornem possível uma convergência que alargue o campo de esquerda da luta social, o Bloco estará disponível para essa convergência", lê-se no texto.

Esses "movimentos independentes" existem, segundo Louçã, em várias "grandes cidades".

Nas autárquicas de 2005, o Bloco de Esquerda concorreu a 111 câmaras e conseguiu apenas uma presidência (Salvaterra de Magos).

Em Lisboa, nas intercalares de 2007, o Bloco reelegeu José Sá Fernandes na Câmara Municipal de Lisboa, mas retirou-lhe a confiança política na semana passada, tema que voltará a estar em debate na reunião da Mesa Nacional de sábado, em Lisboa.

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