1.º de Maio

Lugar na concentração da CGTP na Alameda só por inscrição

Lugar na concentração da CGTP na Alameda só por inscrição

A CGTP mantém a celebração do 1.º de Maio mas sem desfile e a concentração na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, está limitada às inscrições feitas pelos sindicatos e terá lugares marcados. A comemoração marcada pelos constrangimentos da pandemia coincide com a estreia de Isabel Camarinha como nova secretária-geral da Central Sindical.

O relvado da Alameda não se vai encher como noutros anos. Terá filas marcadas no chão e números a indicar os lugares dos dirigentes e delegados sindicais inscritos pelos respetivos sindicatos.

A CGTP "foi até um pouco mais longe do que as orientações da Direção Geral de Saúde", sublinha ao JN, Libério Domingues, coordenador da União de Sindicatos de Lisboa, responsável pela organização: as filas estarão distanciadas a cada cinco metros e os participantes distribuídos a cada três metros.

Até esta quinta-feira, estavam confirmados a vinda de seis autocarros com delegados e dirigentes de concelhos limítrofes como Almada, Barreiro ou Seixal. A deslocação foi autorizada pela direção nacional da PSP e por se tratar de uma atividade sindical foi equiparada a uma deslocação para trabalho. "É que muitos dirigentes e delegados não vivem em Lisboa", justificou Libério Domingues.

O uso de máscaras na concentração não foi recomendado pela ministra da Saúde ou diretora-geral de Saúde, com quem reuniram mas nas deslocações de autocarro o equipamento de proteção já é obrigatório. A organização preparou "máscaras sociais e especiais" - além do símbolo da CGTP, podem ter slogans relativos às situações de layoff e despedimento que no atual contexto de pandemia está a "atacar" os trabalhadores, "porque o 1.º de Maio também tem de denunciar e exigir respeito", explica o dirigente. "Haverá máscaras para todos os participantes mas a responsabilidade é de cada um", frisa.

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