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Luís Montenegro: o PSD perdeu a intimidade com os portugueses

Luís Montenegro: o PSD perdeu a intimidade com os portugueses

A "falsa" ideia que o PSD é um partido de austeridade e a subalternização ao PS são algumas das razões apontadas por Luís Montenegro para a derrota nas legislativas. O candidato às diretas de sábado garante que não quer levar racistas para o partido, ao procurar o voto dos apoiantes do Chega, mas admite que votaria a favor de projetos de André Ventura para um referendo à eutanásia ou para um inquérito ao caso de Setúbal.

Na moção do seu rival, é acusado de abrir o partido ao racismo, por querer os votos dos apoiantes do Chega. Esses votos cabem num PSD humanista?

O PSD nunca pactuou nem vai pactuar com fenómenos racistas, xenófobos ou populistas. Agora, considerar que os 400 mil eleitores de um partido têm essas ideias é um erro colossal. As pessoas que votaram em opções políticas à nossa direita reveem-se no nosso programa e na nossa forma de intervir. Na última eleição, não viram o PSD como alternativa forte para vencer o PS. Defendo um PSD aberto, à PPD, inspirado na visão humanista, personalista, interclassista, moderno, europeísta. Mas também um partido que entra no eleitorado central, que votou no PS e que se vai desiludir.

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