Covid-19

Madeira pondera atuar judicialmente contra dinamarqueses que "furaram" quarentena

Madeira pondera atuar judicialmente contra dinamarqueses que "furaram" quarentena

O governo da Madeira pondera atuar judicialmente contra dois cidadãos dinamarqueses que se deslocaram à região numa altura em estavam impedidos de viajar, devido a contacto com provável infetado com Covid-19.

"É um caso criminoso, do meu ponto de vista, mas o Governo Regional está preocupado que eles fiquem de quarentena nestes 15 dias", afirmou Miguel Albuquerque, vincando que "depois vai ver essa situação".

O governante falava em conferência de imprensa, na Quinta Vigia, sede da Presidência do executivo regional, onde apresentou várias medidas de recomendação, contingência e resposta para apoiar cidadãos e empresas no arquipélago face ao alastramento da epidemia de Covid-19.

As autoridades regionais estão a acompanhar os dinamarqueses - um casal - desde 8 de março, depois de ter sido informada pelas autoridades de saúde da Dinamarca que tiveram contacto provável com Covid-19 no país de origem.

"São senhores que estavam proibidos de sair do país, que estavam de quarentena e que furaram a quarentena, desobedeceram à ordem, pondo em risco um conjunto de pessoas e uma comunidade inteira", afirmou Miguel Albuquerque.

A unidade hoteleira onde o casal está hospedado foi também informada e, embora não apresentem qualquer sintoma da doença, encontram-se sob "vigilância ativa" e "isolamento profilático" até o final do período de incubação do vírus. "Se tivermos de tomar medidas excecionais, vamos tomá-las", garantiu Miguel Albuquerque.

O chefe do executivo informou, por outro lado, que está a caminho da Madeira um iate privado oriundo de Itália, mas que será impedido de atracar. "Vai ficar ao largo, de quarentena. Ninguém desembarca", disse. E reforçou: "Este é um exemplo de como nós conseguimos, de certa maneira, ter algum controlo".

As medidas de recomendação, contingência e resposta para apoiar cidadãos e empresas no arquipélago face ao alastramento da epidemia de Covid-19 decorrem do plano regional de contingência, apresentado em 3 de fevereiro, e foram anunciadas numa altura em que não há registo de qualquer caso de infeção na região autónoma.

"Temos todas as condições, neste quadro, para responder a qualquer situação que surja", afirmou Miguel Albuquerque, realçando, no entanto, que, se houver um agravamento da situação, a região dispõe de um "plano B" ao nível hospitalar, que será "imediatamente aplicado".

O governante não indicou pormenores sobre esse plano alternativo.

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