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Alberto João Jardim

Madeirenses respondem domingo a ataque "nojento" e "sujo" à região

Madeirenses respondem domingo a ataque "nojento" e "sujo" à região

O cabeça de lista do PSD-Madeira às eleições legislativas regionais , Alberto João Jardim, disse, esta sexta-feira, que o eleitorado vai dar no domingo a resposta a "um dos ataques mais sujos, mais nojentos e mentirosos que se fizeram contra a autonomia e o povo madeirense".

No comício de encerramento da campanha eleitoral, no largo da Sé do Funchal perante o que foi classificado de um "mar de gente", Alberto João Jardim disse que "agora é a hora da resposta, o povo madeirense foi objecto de um dos ataques mais sujos, mais nojentos e mentirosos que se fizeram contra a autonomia e o povo madeirense".

Jardim começou por agradecer a todas as estruturas do partido que participaram nesta campanha eleitoral. Declarou que "o povo madeirense está particularmente ofendido por ter sido usado como distracção para ocultar o facto do PS ter posto o país sob administração estrangeira e das medidas do PSD que sejam impopulares".

Para o líder do PSD-M, "há toda uma questão de dignidade" envolvida, acrescentando que "depois do que se passou", os madeirenses não podem deixar de dar uma maioria absoluta ao PSD, "para não terem de se agachar perante os poderes de Lisboa e fazer a autonomia da Madeira andar 30 anos para trás".

Alberto João Jardim frisou que, na questão do programa de ajustamento financeiro da Madeira, "é escusado virem com ameaças".

"Não vai ser nenhum aprendiz de político que me vai fazer medo", garantindo que não assinou nada com a 'troika'.

"Nós aqui não estamos sob tutela estrangeira", destacou o líder social-democrata insular, sublinhando que "os políticos de Lisboa podem ir de gatas atrás de Europa, mas o Governo existe para servir as pessoas e estas não são números do Governo da República, União Europeia e do Banco Central Europeu".

Mais uma vez realçou que fez dívida, "mas foi preciso para repor os direitos e a justiça do povo madeirense", recusando igualmente a acusação de que ocultou dados.

No último comício, voltou a destacar que divulgou a dívida directa e indirecta da região, "coisa que o Estado não fez quanto à dívida indirecta".

"A dívida do Estado não são os 70 e tal mil milhões mas os 333 mil milhões e a dívida da Madeira é 1,8% da do Estado quando somos 2,5% da população de Portugal", apontou.

Na meta do alargamento da autonomia, Jardim disse que "será o que Deus quiser", argumentando: "Vamos mesmo para a frente, para as instituições nacionais e internacionais, porque se a Madeira tivesse mais autonomia não faziam a pouca-vergonha que fizeram à Zona Franca, nem o Governo de Sócrates e Teixeira dos Santos tinham feito os abusos que fizeram sobre nós".

Salientando que agora a decisão cabe ao eleitorado, - "vencer e fazer frente a Lisboa" ou "agachar-se e deixar que eles façam o que quiserem" - Jardim agradeceu ao povo madeirense a "felicidade" que lhe proporcionou nos últimos 30 anos de transformar a região.

"Seja qual for o resultado das eleições podem contar comigo. Eu não me rendo, eu não me vergo. Viva o povo da Madeira", concluiu.