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Maioria (54%) diz que Lisboa está melhor que há cinco anos

Maioria (54%) diz que Lisboa está melhor que há cinco anos

Satisfação cai cinco pontos quando os lisboetas respondem sobre a situação no seu "bairro", de acordo com sondagem para o JN, DN e TSF.

Menos de metade dos lisboetas (48%) estão satisfeitos com situação atual do concelho de Lisboa, mas o saldo é mesmo assim largamente positivo (apenas 22% consideram que a situação é má). Mais relevante para Fernando Medina será saber que 54% acham que a situação é melhor do que há cinco anos. Um pouco menos (49%) respondem o mesmo quando a pergunta incide sobre a realidade do seu "bairro".

De acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, o saldo positivo quanto à situação atual de Lisboa é comum aos residentes de quase todos os grupos de freguesias, e em particular entre os que vivem em Benfica/Carnide (59% de satisfação). A exceção à regra são os que habitam em Santa Maria Maior/Misericórdia/Santo António/S. Vicente: aqui o saldo é negativo (36% de descontentes, face a 32% que estão satisfeitos).

OS MAIS SATISFEITOS

Quando o ângulo é o da comparação com a situação de há cinco anos, são os residentes de Alcântara/Ajuda/Belém os mais satisfeitos com os últimos anos de gestão autárquica (saldo positivo de 50 pontos), enquanto Santa Maria/Misericórdia/Santo António/S. Vicente volta a concentrar o maior número de céticos (mesmo assim, o saldo é positivo).

É curioso notar que, nesta matéria, o saldo também é positivo entre os que se inclinam para votar em Carlos Moedas (45% dos seus eleitores potenciais acham que a cidade está melhor do que há cinco anos, 36% que está pior).

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SALDO NEGATIVO

Relativamente à evolução, nos últimos cinco anos, do "bairro" onde vivem, os mais críticos são de novo aquelas quatro freguesias do centro histórico de Lisboa (um saldo negativo de 20 pontos), enquanto os de Marvila/Beato são os mais satisfeitos (saldo positivo de 50 pontos).

Neste caso, os potenciais eleitores da candidatura de centro-direita estão praticamente divididos ao meio (33% reconhecem melhorias, 34% acham que o "bairro" está pior).

Os transportes e a mobilidade (20%) são o aspeto positivo da gestão camarária mais referido pelos lisboetas (as respostas foram espontâneas, o que explica a grande dispersão). Este é um aspeto particularmente valorizado por quem reside nas freguesias da Penha de França/Arroios (31%) e pelos mais jovens (32%). Os espaços verdes (9%) e as ciclovias (5%) são os seguintes na lista de melhorias da cidade.

O trânsito, estacionamento e ciclovias (16%) foram o aspeto negativo com mais referências entre os inquiridos, com destaque para quem vive no Parque das Nações/Olivais (23%). É também o principal défice da gestão de Medina apontado por todas as classes sociais e quase todos os escalões etários. A exceção são os mais jovens, que estão mais preocupados com a falta de habitação/habitação inacessível (19%).

A ação social e o apoio à pobreza são a maior prioridade para o próximo mandato. Foi o que disseram 18% dos inquiridos, numa pergunta de resposta espontânea, com destaque para quem vive em Santa Maria Maior/Misericórdia/Santo António/S. Vicente (24%); para os lisboetas que têm 65 ou mais anos (22%); e para os que estão indecisos sobre quem votar (21%).

A habitação foi a segunda prioridade mais citada pela generalidade dos inquiridos (15%), sendo a mais importante para quem vive em Santa Clara/Lumiar (23%); bem como para os que têm 50 a 64 anos (24%) e os que se inclinam a votar nos socialistas (18%).

O emprego foi igualmente a segunda prioridade mais apontada pelos lisboetas em geral (15%), com destaque para os que vivem em Benfica/Carnide (20%); e os que têm 18 a 34 anos (31%).

A economia mobiliza 10% dos inquiridos, havendo apenas um segmento que a elegeu como a maior prioridade para os próximos quatro anos: os que se inclinam para votar em Carlos Moedas (14%).

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