Covid-19

Maioria dos doentes internados no Hospital de São João "está tranquila"

Maioria dos doentes internados no Hospital de São João "está tranquila"

O diretor de serviço de Psicologia do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), no Porto, revelou esta sexta-feira que "a maior parte" dos doentes internados por infeção relacionada com o surto de Covid-19 está "tranquila".

"A maior parte dos doentes está bastante estável [em termos psicológicos]. Pode existir uma ou outra situação mais grave, mas as pessoas também têm história psicológica ou psiquiátrica [no seu passado] e pode haver um agravamento. Os doentes estão tranquilos", referiu o diretor de serviço de psicologia do CHUSJ, Eduardo Carqueja.

O responsável falava aos jornalistas, esta manhã, para explicar que o CHUSJ criou uma equipa de nove psicólogos com experiência ou formação em situações de crise para acompanhar diariamente, via telefone, doentes infetados pelo novo coronavírus, bem como familiares.

Essa equipa faz parte de um serviço de psicologia que tem atualmente 28 psicólogos e que está a trabalhar em conjunto com o serviço de infecciologia, tendo sido criado um protocolo específico de intervenção psicológica dedicada ao surto de Covid-19, que já foi declarado como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Eduardo Carqueja acrescentou que a equipa inclui psicólogos da área da pediatria, bem como da área de infecciologias.

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Segundo a DGS, dos 1308 casos suspeitos, 172 aguardam resultado laboratorial.

Há ainda 5674 contactos em vigilância pelas autoridades de saúde.

O boletim desta sexta-feira indica que há 11 cadeias de transmissão ativas, quase o dobro das registadas na quinta-feira.

Dos 112 casos confirmados de Covid-19 em Portugal, 107 estão internados.

Entre os doentes internados estão os casos de um menino com menos de 10 anos e de 15 jovens entre os 10 e os 19 anos.

Existem dois casos de doentes infetados internados acima dos 80 anos e seis entre os 70 e os 79.

Em todo o mundo já foram infetadas mais de 131 mil pessoas e morreram mais de 4900.

Em Portugal, o Governo decretou na quinta-feira o estado de alerta, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

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