Conferência de imprensa

Mais 307 óbitos em Portugal do que nos cinco anos anteriores

Mais 307 óbitos em Portugal do que nos cinco anos anteriores

Desde o início do ano até 25 de abril, houve em Portugal mais 307 mortes em comparação com os cinco anos anteriores.

A informação foi prestada na habitual conferência de imprensa desta terça-feira pelo sub-diretor-geral da Saúde, confrontado com o recente estudo da revista Acta Médica, que dá conta de uma aumento de entre 3,5 a cinco vezes da mortalidade (relativa a casos não Covid-19) neste período de pandemia. Por não conhecer a metodologia usada, Diogo Cruz escusou-se a comentar mas disse, ainda assim, que "o óbito é um evento único", não havendo possibilidade de ser duplicado".

Questionado sobre se o número de óbitos não Covid-19 tem aumentado, Diogo Fonseca da Cruz, subdiretor-geral da Saúde, revela que de 1 de janeiro a 25 de abril de 2020, houve um incremento de 307 óbitos comparado com os últimos cinco anos.

Confrontado pelo "Jornal de Notícias" sobre o facto de a maioria dos concelhos não ter sofrido alterações no número de casos nos últimos dias, o subdiretor-geral da Saúde, Diogo Cruz, remeteu o tema para a nota metodológica, onde se indica que os dados correspondem aos registos no sistema SINAVE, num total de 84% dos casos confirmados. De acordo com o boletim epidemiológico desta terça-feira, o número de infetados em Lisboa (1423), Porto (1211) e Gaia (1263), concelhos com mais casos em Portugal, mantiveram-se inalterados, apesar da subida de 1,2% no valor total dos casos. O mesmo tinha acontecido no dia anterior.

Questionado também pelo JN se há intenção de aplicar medidas de confinamento mais específicas e duradouras à população com mais de 70 anos, o responsável admitiu que "todos os cenários estão a ser equancionados" mas remeteu eventuais decisões para a reunião entre o Governo e o Infarmed.

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Maior queda do número de internados em abril

Descendo pelo 12.º dia consecutivo, o número de internados sofreu, esta terça-feira, a maior queda de todo o mês de abril, tanto em números absolutos como relativos. Há agora 936 pessoas internadas, menos 59 (-5,9%) do que ontem. Trata-se de 3,8% do total de doentes, sendo que os restantes 86,5% se encontra em tratamento domiciliário. Depois de, a 2 de abril, se ter registado o último grande aumento do número de internado (44%), que elevou a mais de mil os doentes em hospitais, só na segunda-feira é que o valor desceu novamente para a casa das centenas.

Alcançando o valor mais baixo de abril, número de internados em Unidades de Cuidados Intensivos continua a descer pelo nono dia seguido, havendo agora 172 pessoas internadas nessas condições, menos quatro do que na véspera. "A taxa de ocupação é de 54%", o que permite "algum conforto" para combater a Covid-19 e outras patologias em que este tipo de cuidados seja necessário, disse o secretário de Estado.

António Lacerda Sales apelou aos portugueses que "não descurem a vacinação dos filhos" - apelo depois reiterado pelo sub-diretor-geral da Saúde - e às pessoas com doenças crónicas, como diabéticos, hipertensos, doentes respiratórios e cardiovasculares que "não deixem de procurar os cuidados médicos para manter as suas patologias controladas".

50 empresas nacionais produzem materiais de proteção

Esperando que o número possa ainda aumentar, Lacerda Sales disse que Portugal já tem quase 50 empresas que se adaptaram para produzir equipamentos de proteção individual (máscaras, batas, fatos) "e que já estão a chegar aos profissionais de saúde".

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