Educação

Mais 650 clubes de Ciência Viva nas escolas até 2025

Mais 650 clubes de Ciência Viva nas escolas até 2025

Investimento de 6,5 milhões de euros do Plano de Recuperação e Resiliência vai permitir alargar resposta. Candidaturas abrem esta quarta-feira.

A rede de clubes de Ciência Viva a operar nas escolas públicas, de forma a fomentar o acesso dos estudantes a práticas cientificas, vai ser alargada. No âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), serão investidos 6,5 milhões de euros nesta resposta educativa, permitindo a criação de 650 novos clubes. Atualmente, existem 237 espaços em todo o país.

O concurso para o alargamento da rede abre esta quarta-feira, sendo elegíveis as candidaturas dos estabelecimentos de ensino público. Para assinalar a ocasião, a ministra de Estado e da Presidência e os ministros da Educação e da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior visitam, hoje, a Escola Secundária Luís de Freitas Branco, em Paço de Arcos. As candidaturas decorrem até ao final deste ano, abrangendo todos os níveis de ensino. Desde o pré-escolar até ao ensino profissional.

De acordo com o aviso de candidatura ao qual o JN teve acesso, cada clube receberá um financiamento máximo de 10 mil euros e os projetos devem ter "um período de execução até quatro anos escolares", com termo a 31 de agosto de 2025.

A par da instalação dos clubes nas escolas e à "elaboração do projeto", a verba destina-se ainda à "aquisição de consumíveis, materiais e equipamentos diversos" e à criação de "parcerias com universidades, politécnicos ou centros de investigação", de forma a "garantir espaços de ciência de qualidade".

Para ser elegível, entre outros requisitos, os estabelecimentos de ensino devem "ter alocados um ou mais professores com tempo de dedicação adequado ao funcionamento do clube" e prever a "existência de, pelo menos, uma parceria, nomeadamente com uma instituição de cariz científico".

Rede nasceu em 2018

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Criada em 2018, a rede nacional de clubes de Ciência Viva conta com 237 espaços espalhados pelas escolas de todo o país. Trata-se de um projeto da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e da Direção-Geral da Educação.

Os clubes têm como objetivos "contribuir para a literacia científica e tecnológica dos alunos e da comunidade educativa", incentivar à "modernização dos modelos e estratégias de ensino usados pelos professores", "promover a articulação entre o ensino formal e não formal", "fomentar a abertura da escola à comunidade local" e "estimular a partilha de conhecimentos, experiências e boas práticas entre escolas de agrupamentos diferentes".

8 milhões de euros serão investidos na Rede de Clubes de Ciência Viva: 6,5 milhões na criação de mais clubes e 1,5 milhões na dinamização de projetos.

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