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Pandemia

Mais 67 mortos e 5444 casos de covid-19 em Portugal, maioria a Norte

Mais 67 mortos e 5444 casos de covid-19 em Portugal, maioria a Norte

Portugal registou, esta sexta-feira, 5444 casos de covid-19 e 67 mortos associados à doença.

Os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), conhecidos esta sexta-feira, revelam um decréscimo do número de casos de covid-19 relativamente a quinta-feira. Foram anotadas 5444 infeções, para um acumulado de 285838, desde 2 de março.

O número de óbitos registou um decréscimo relativamente a quinta-feira, o terceiro pior dia de sempre, com 82 mortes anotadas. O registo de mais 67 vítimas mortais eleva para 4276 o total de vidas perdidas para a pandemia, desde que foi confirmada a primeira morte associada à doença, a 16 de março.

O registo de internados, que conheceu uma redução na quarta e na quinta-feira, subiu esta sexta-feira para 3208 (mais 16). Nas unidades de cuidados intensivos (UCI), havia à meia-noite de quinta-feira, quando fechou o registo do boletim da DGS, 526 pessoas hospitalizadas, mais 10 que na quinta-feira, o primeiro dia em quase duas semanas sem aumento de doentes graves, e novo máximo de doentes graves em Portugal.

Segundo o boletim da DGS esta sexta-feira, 199446 pessoas recuperaram da doença, das quais 5502 nas últimas 24 horas. Contas feitas, há 82116 casos ativos de covid-19 em Portugal, menos 125 do que na quinta-feira. Anote-se, ainda, uma diminuição do número de pessoas sob vigilância, que caiu para 80713 (menos 654).

Região Norte ultrapassa os dois mil óbitos registados

Os números dos últimos dias indicavam que o dado estatístico estava ao virar da esquina e que era apenas uma questão de tempo até a Região Norte ultrapassar um número redondo, as duas mil mortes associadas à covid-19. Com os 39 óbitos anotados nas últimas 24 horas, a zona mais setentrional do país perdeu 2024 vidas para o vírus da SARS-CoV-2 desde o início da pandemia.

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A Região de Lisboa e Vale do Tejo, a segunda mais afetada pela pandemia e a mais populosa do país, lamenta mais 15 vidas perdidas, num total que vai em 1533 óbitos desde que foi registado o primeiro no país, a 16 de março.

Ao centro o registo é menos duro, mas faz pensar na consistência: oito óbitos, que se seguem aos seis de quinta-feira, e aos 11 de média durante os cinco dias anteriores. O acumulado vai em 545 nesta zona.

Num dia sem vítimas mortais nas ilhas, o Alentejo somou mais duas vidas perdidas para a covid-19, 108 no total, enquanto o Algarve chora a morte de mais três pessoas - 47 desde o início da pandemia.

Mais velhos adoecem menos mas morrem mais

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, já considerou uma "ideia tonta" a hipótese avançada pelos jornais, esta sexta-feira, de excluir as pessoas com mais de 75 anos da vacinação à covid-19, enquanto o primeiro-ministro, António Costa, garantiu que "não há limite de idade" e que os mais velhos serão vacinados, no que foi secundado pelo secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, médico de profissão.

A frieza dos números, dia a dia, mostra que os idosos são dos que menos adoecem, mas os que mais morrem. A faixa etária mais afetada, acima dos 80 anos, registou 46 óbitos nas últimas 24 horas, 19 homens e 27 mulheres, vidas que somadas representam 69% do total de mortes de quinta para sexta-feira.

A faixa etária imediatamente antes, com gente que os políticos dizem que será vacinada, perdeu 15 vidas, nove homens e seis mulheres, o que representa 22% do total diário nacional de óbitos. Somando os 6% a que equivalem as quatro mortes (três homens e uma mulher) no escalão dos 60-69 anos, as gerações dos cabelos grisalhos representam 97% do total de óbitos nas últimas 24 horas. Os restantes 3% equivalem aos dois óbitos (um de cada sexo) no escalão etário dos 50-59 anos.

Os dados estatísticos desta quinta-feira são um retrato da letalidade do vírus, que é particularmente agressiva entre os mais velhos. A nível nacional, o escalão +80 representa 67% dos óbitos, logo seguido pelo 70-79 anos (20%). A faixa etária dos 60-69 anos equivale a 8% do total de vítimas mortais. Somados, os anos grisalhos representam 95% do total de mortes associadas à covid-19 desde o início da pandemia.

O outro lado dos números, o dos infetados, mostra como a doença é particularmente penalizadora para os mais velhos. Com 75 do total dos casos (21256 em 285838) os +80 têm uma taxa de letalidade de 67%, enquanto os 70-79 anos, com 6% dos casos (17274 desde 2 de março) representam 20% do total de óbitos. Um número que se agrava na faixa etária 60-69 anos, com 9% de casos e 8% de letalidade.

Contas feitas, as faixas etárias acima dos 60 anos representam 22% do total de infeções e, como já se escreveu aqui, 95% do total de óbitos.

As faixas mais infetadas pela pandemia são as dos jovens adultos e das pessoas em idade laboral: 15% dos 20-29 anos (44180 casos), e idêntica percentagem na geração seguinte, dos 30-39 anos, com 43006 notificações desde o início da pandemia.

O escalão etário dos 40-49 anos é o mais batido pela infeção, com 47270 casos (16% do total nacional), seguido da faixa etária dos 50-59 anos, 14%. Números redondos, as gerações em idade laboral ou universitária representam pouco mais de 60% do total de infeções, com uma taxa de letalidade somada de menos de 2% desde o início da pandemia.

Menos mil casos que na sexta-feira passada

O total de 5444 novos casos, número apresentado esta sexta-feira, representa uma diminuição de 1045 casos relativamente aos 6489 da sexta-feira da semana passada, comprovando a tendência de decréscimo do número de infeções a que as autoridades de saúde têm aludido.

A Região Norte, a mais afetada pela pandemia, manteve números similares aos de quarta e quinta-feira e em linha com o que foi registado há uma semana. Os 3161 casos anotados esta semana elevam o total para perto de 150 mil infeções desde o início da pandemia (149704).

O Centro, que na quinta-feira registou um máximo histórico de 964, regressou a números mais próximos da média desta segunda vaga, acrescentando mais 631 infeções a um total atualizado para 28050.

Com duas exceções, a 15 e 22 de novembro, com 452 e 844 casos, respetivamente, a Região de Lisboa e Vale do Tejo tem anotado sistematicamente mais de mil casos por dia desde o início da pandemia. Esta sexta-feira está em linha com o habitual, 1380 casos, menos 402 que os 1780 de quinta-feira e mais 203 do que na quarta-feira.

No Alentejo, há 136 novos casos, mais 49 que os 87 de quinta-feira, mas quase metade dos 256 de quarta-feira., enquanto no Algarve os números são mais regulares: aos 81 de quarta-feira e aos 85 de quinta-feira seguiram-se 90 esta sexta, para um acumulado de 5126.

Nas ilhas, os Açores duplicaram as notificações, de 16 na quinta-feira (e 18 na quarta) para 35 esta sexta-feira, com o acumulado a situar-se, agora, nas 914 infeções. Na Madeira, foram 11 novos casos, menos cinco que na quinta-feira e um terço dos 30 de quarta, que levam o total para 853.

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