Covid-19

Quarto dia com mais mortos e a quinta-feira com menos casos em dois meses

Quarto dia com mais mortos e a quinta-feira com menos casos em dois meses

Portugal registou esta quinta-feira 3134 novos casos e 86 mortes por covid-19. No total, mais de 330 mil pessoas já foram infetadas com o novo coronavírus e 5278 morreram.

Nas últimas 24 horas, mais 4848 pessoas recuperaram da doença. Nos hospitais, há menos 28 doentes em enfermaria (são 3304), mas há mais casos graves, com 509 pessoas internadas em unidades de cuidados intensivos. Feitas as contas, há 7038 casos ativos de covid-19 em Portugal, menos 1800 do que na quarta-feira.

Com 86 mortos em 24 horas, esta quinta-feira é o quarto dia com mais vítimas mortais desde o início da pandemia, só superado pelos 91 óbitos de 16 de novembro e pelos 87 no dia 18 do mesmo mês e de 6 de dezembro, há quatro dias.

Ao contrário do que tem sido hábito, esta quinta-feira a região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) é a mais penalizada pela letalidade da doença, com 37 óbitos registados nas últimas 24 horas. No total, no entorno da capital perderam-se 1831 vidas para a doença causada pelo vírus da SARS-CoV-2.

A Norte, a zona do país mais afetada pela covid-19, morreram 32 pessoas, com o acumulado de óbitos a ascender a 2537. A Região Centro, que também foi fustigada pela primeira vaga, continua a sofrer bastante com a segunda onda, acumulando mais 14 óbitos, para um total 697.

As ilhas não somaram qualquer óbito nas últimas 24 horas, num dia em que o Alentejo acumulou mais duas mortes (136 no total), enquanto o Algarve voltou a perder uma vida para a covid-19, elevando o total para 56.

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A quinta-feira com menos casos em quase dois meses

Os 3134 casos de covid-19 registados esta quinta-feira configuram um decréscimo de 963 infeções relativamente a quarta-feira e são, também, um valor inferior (em 638) aos 3772 da quinta-feira passada.

Esta é segunda quinta-feira seguida com menos de seis mil casos, após um mês de recordes no penúltimo dia útil de cada semana, entre os quais se encontra o máximo de sempre, 6994, a 19 de novembro. Este é, também, o dia com menos casos desde 15 de outubro, há quase dois meses, quando as 2101 infeções eram, nem mais nem menos, que o segundo pior registo de sempre, à data.

Quase dois meses depois de se ter ultrapassado pela primeira vez a barreira dos dois mil casos diários (a 14 de outubro, com 2072), os números estão acima dos três mil casos diários, 1371 dos quais na Região Norte, nas últimas 24 horas, elevando o acumulado 175983.

A segunda vaga continua a bater forte, também, na Região Centro, que anotou mais 444 infeções nas últimas 24 horas, para um total de 34571 desde o início da pandemia, a 2 de março.

A região mais povoada do país, LVT, é a segunda mais afetada em termos de mortes (1831) e de casos, com um total de 109017, já contando com os 964 casos das últimas 24 horas.

Num período de tempo em que todas as regiões registaram menos casos no virar do dia, de quarta para quinta-feira, o Alentejo foi a exceção: mais 267 infeções, para um total de 7420, sensivelmente o dobro dos 134 de ontem.

Mais a sul, o Algarve registou 63 casos (menos um do que na quarta-feira), com o total nos 5949.

Nas ilhas, há mais 19 casos nos Açores (1254 no total), enquanto a Madeira (com mais seis notificações) soma, agora, 1013 casos de covid-19 desde o início da pandemia.

Mais de 70% dos óbitos na faixa etária acima dos 80 anos

Das 86 vítimas mortais contabilizadas nas últimas 24 horas, 44 eram homens e 42 mulheres. Como é apanágio desta doença, os mais idosos são os mais afetados: 73% do total de óbitos nas últimas 24 horas, 63 pessoas (35 do sexo masculino e 28 do feminino), tinham mais de 80 anos. A nível global, desde o início da pandemia, 67% dos mortos estavam na fase mais adiantada da vida.

O escalão imediatamente anterior, dos 70-79 anos, perdeu 17 vidas nas últimas 24 horas (seis homens e 11 mulheres), ou seja, 20% do total de óbitos anotados nas últimas 24 horas, o que é consistente com a percentagem global, desde o primeiro óbito, a 16 de março.

Há, ainda, mais seis óbitos a registar nas últimas 24 horas, quatro no escalão etário dos 60-69 anos (dois homens e duas mulheres), 4% do total diário numa faixa que representa, a nível geral, 8% do total de óbitos, e dois mortos, um homem e uma mulher, na faixa dos 50-59 anos, um número consistente com a estatística habitual: equivale a 2% do total diário de óbitos, cifra idêntica aos números totais.

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