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Mais de 100 crianças morreram nas estradas portuguesas em dez anos

Mais de 100 crianças morreram nas estradas portuguesas em dez anos

Entre 2011 e 2020, 102 crianças com menos de 14 anos (inclusive) morreram vítimas de acidentes de viação em Portugal. Os dados do Conselho Europeu de Segurança nos Transportes (ETSC, sigla em inglês), divulgados esta segunda-feira, apontam para uma redução anual de 7%, desde 2011, no número de crianças gravemente feridas em sinistros rodoviários. No total, 915 menores ficaram com ferimentos graves.

Os números não deixam mentir: o número de mortes nas estradas ainda está longe da "Visão Zero", de zero mortes na estrada, que Portugal pretende alcançar até 2030 e que é também uma meta comunitária. Os dados do ETSC mostram que, em dez anos, morreram mais de seis mil crianças nas estradas da União Europeia (UE) e que cerca de 5% de todos os feridos graves em acidentes rodoviários são menores. Um grupo tido como vulnerável nas estradas e, que em 2021, chegou aos 366 óbitos nos 27 Estados-membros. Ainda não são conhecidos os números do ano passado de todos os países europeus analisados, o que significa que o indicador pode ser ainda mais elevado.

Ainda assim, Portugal segue a tendência europeia: desde 2011 tem registado uma diminuição no número de mortes de crianças nas estradas. Há 11 anos morreram 19 menores (menos de 14 anos e inclusive) nas estradas nacionais, enquanto em 2020 o número baixou para as nove mortes. Nos 27 países da UE, registaram-se 721 óbitos em 2011, que passaram para 378 em 2020. O território nacional integra um grupo de Estados-membros que, desde 2011, conseguiram reduzir anualmente em 7% o número de feridos graves naquela faixa etária. À mesma lista juntam-se os Países Baixos e a Polónia.

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