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Covid-19

Mais de 100 voluntários disponíveis para testar vacina portuguesa

Mais de 100 voluntários disponíveis para testar vacina portuguesa

Immunethep vai precisar de cerca de 200 voluntários em Portugal e 3000 no estrangeiro para ensaios clínicos da vacina contra a covid-19. Só aguarda financiamento para avançar.

A Immunethep, a empresa portuguesa de biotecnologia que está a desenvolver uma vacina contra a covid-19, já recebeu "mais de uma centena de manifestações de interesse de pessoas que querem participar nos ensaios clínicos, incluindo vários profissionais de saúde", disse, ao JN, Pedro Madureira, um dos fundadores.

Os ensaios não clínicos, em ratinhos, terminaram em julho e, desde então, a empresa, com instalações em Cantanhede, está "parada" a aguardar financiamento para poder prosseguir para a próxima etapa, tal como o JN noticiou.

A próxima etapa serão os ensaios clínicos, que irão decorrer em várias fases, a última das quais no estrangeiro. Nas fases um e dois, pretende-se "despistar toxicidade" e perceber "se a vacina é imunogénica, ou seja, se leva à ativação do sistema imune", explicou Pedro Madureira. Para isso serão necessárias "até umas 200 pessoas". Não deverá ser difícil encontrar quem queira participar já que, mesmo sem pedirem voluntários, mais de uma centena manifestou espontaneamente vontade.

A terceira fase, para mostrar a eficácia, não poderá ser realizada em Portugal, porque "a taxa de vacinação é muito elevada e felizmente já não há propriamente grupos de risco que não estão vacinados", revelou o responsável. Para esta derradeira fase, é precisa uma população de "2000 a 3000 pessoas".

A empresa já encontrou parceiros interessados, nomeadamente na África do Sul e alguns países da América Latina. "Já temos acordos com empresas que trabalham nesses outros países, em que será perfeitamente possível. Temos tido alguns contactos desses países a insistirem para fazermos lá, porque realmente precisam de vacinas", concretiza.

A Immunethep já se candidatou ao Portugal 2020 e ao Plano de Recuperação e Resiliência, mas ainda não saíram os resultados. O JN questionou o Ministério do Planeamento, que gere os fundos, para saber se este seria um projeto prioritários para receber verbas, mas não obteve resposta em tempo útil.

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A empresa diz que, depois de obter financiamento, ainda serão necessários "12 a 14 meses" para completar os ensaios clínicos.

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