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Mais de 50% dos utentes não têm médico em 18 centros de saúde

Mais de 50% dos utentes não têm médico em 18 centros de saúde

Más condições físicas, falta de equipas multidisciplinares e excesso de doentes são as razões apontadas por associação de especialistas. É preciso criar incentivos para zonas mais complicadas.

No final de setembro, 773 546 utentes ainda não tinham médico de família atribuído, o que equivale a 7,63% do total de inscritos nos centros de saúde e nas Unidades de Saúde Familiar (USF). O fim dos utentes sem médico de família tem sido uma das metas dos últimos governos e, em novembro de 2015, quando o atual ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, entrou em funções, o número era superior a um milhão de utentes (1 034 339). No entanto ainda há centros de saúde que não conseguem ter especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF) para milhares de utentes e em 18 deles, mais de metade dos inscritos não têm clínico atribuído.

A Unidade de Cuidados de Saúde Primários (UCSP) da Alameda, em Lisboa, é das que têm mais pessoas nesta situação: dos 31 483 utentes inscritos, 21 728 não têm médico (69%), revelam os dados do Portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Amadora (50,22%), Brandoa (61%) e Algueirão (61,53%) são outros casos.

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