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Mais de 500 crianças aguardam por adoção

Mais de 500 crianças aguardam por adoção

As medidas restritivas impostas pela pandemia dificultaram os processos de adoção, nomeadamente no acesso das famílias aos menores. No ano passado, menos 34 menores (182 em vez de 216 em 2019) foram adotados e saíram de uma situação de acolhimento. À espera ficaram 534: 179 a aguardar por famílias porque a adoção já tinha sido decretada pelos tribunais, 355 pela decisão dos juízes

O número de crianças e jovens retirados às famílias e colocados em acolhimento foi o mais baixo da década: 2022, sendo a maioria devido a negligência. E o de crianças em acolhimento (6706) é o mais baixo desde 2004, de acordo com o relatório CASA (Caracterização Anual da Situação de Acolhimento das Crianças e Jovens) 2020, entregue ontem na Assembleia da República. O que cresceu foram as crianças em famílias de acolhimento: mais 11, de 191 para 202 . "Um sinal positivo", que resulta da alteração de regras em 2019 e que irá dar "um salto" graças às 91 famílias que este ano já iniciaram formação (em 2020 havia 132 famílias qualificadas). E às "352 que manifestaram interesse" nessa certificação, revelou a ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social num encontro com jornalistas.

"É o futuro em que todos temos de apostar: a desinstitucionalização", defendeu Ana Mendes Godinho, sublinhando que as famílias de acolhimento (que em 2020 receberam 3% destas crianças) é maior garante de equidade.

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