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Pandemia

Mais de 80% dos beneficiários do apoio à família foram mulheres

Mais de 80% dos beneficiários do apoio à família foram mulheres

A pandemia pode ter agravado as assimetrias entre homens e mulheres. Durante o confinamento, cerca de 82% dos beneficiários do apoio excecional à família foram mulheres e cerca de 84% das pessoas a quem foi atribuído o subsídio profilático por descendente também.

Os dados foram avançados esta quinta-feira pela Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, na abertura da conferência online sobre "Proteção da Parentalidade e Conciliação Trabalho-Família".

"Atravessamos um período particularmente desafiante, onde tudo aquilo que conhecíamos de dificuldades de conciliação [da vida profissional e pessoal] se intensificaram e transformaram. Obviamente, é um período que não queremos que nos caracterize e cujos efeitos não podemos deixar que façam retroceder conquistas alcançadas. Estamos permanentemente a sublinhar os riscos de retradicionalização dos papéis de género na família. Com a pandemia vimos o exacerbar das assimetrias de género no mercado de trabalho e a agravada divisão do trabalho não pago entre mulheres e homens", referiu a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro.

Citando os dados do Instituto Europeu para a Igualdade de Género, Rosa Monteiro sublinhou que, por dia, na União Europeia as mulheres passaram "mais 6,3 horas a cozinhar ou a tratar da casa", mais "4,8 horas a cuidar das crianças" e "mais 1,7 horas a cuidar de pessoas idosas" do que os homens. A Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade recordou ainda que "apenas 19% dos homens portugueses dizem realizar uma tarefa doméstica por dia".

Rosa Monteiro lembrou também que "Portugal tem feito um caminho importante no domínio da proteção dos direitos na parentalidade, tendo hoje um dos regime jurídico mais avançados na Europa".

A conferência serviu ainda para divulgar os guias elaborados pelo projeto "Parents@Work", financiado pela Comissão Europeia e promovido pela Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego. Iniciado há cerca de dois anos, o trabalho tem como objetivos "promover a proteção na parentalidade e combater a discriminação no local de trabalho de trabalhadores e trabalhadoras com responsabilidades familiares".

Para tal, além de materiais informativos sobre o tema, está ainda disponível no site do projeto um guia com exemplos de "boas práticas para a proteção da parentalidade" e para a "conciliação entre a vida profissional e a vida familiar e pessoal", que conta com o contributo de 15 empresas nacionais.

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"Este projeto é fundamental. Não só para dar visibilidade a este tema, mas também para garantir a literacia de direitos e de deveres", sublinhou a Secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade.

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